O arranque do terceiro e último dia do NOS Primavera foi assegurado por Núria Graham. A artista espanhola animou todos os que aproveitaram para estender a toalha amarela e branca no relvado do Parque da Cidade do Porto. "Bird Eyes", "Will" e "As Sweet"serviram de aperitivo para o que estava para vir.

Pouco depois, às 17h45, os portugueses Evols subiram ao palco NOS, conseguindo prender alguns festivaleiros à primeira fila com o seu rock. À mesma hora, no Palco ., os Songhoy Blues apresentaram o disco "Résistance".

A rainha Elza Soares

Às 18h30, todas as atenções centraram-se no Palco Super Bock. A culpada foi Elza Soares, "A Mulher do Fim do Mundo". E foi o último disco da veterana da música brasileira que serviu de base para todo o concerto.

Elza Soares

"Coração do mar/ É terra que ninguém conhece/ Permanece ao largo/ E contém o próprio mundo/ Como hospedeiro/ Tem por nome Se eu tivesse um amor". Foi assim, a capella, que Elza arrancou o concerto, conquistando o silêncio - coisa difícil num festival. Logo depois, seguiu para "A Mulher do Fim do Mundo", onde pede para cantar até ao fim.

"Vamos fazer uma festa linda, vamos? Então, quero muito gritos! Vai ser uma festa belíssima", disse a cantora, sentada numa espécie de trono e rodeada por tons roxos. E assim foi, com o público a alinhar.

Ao cair da noite, Sampha subiu ao Palco Super Bock, mas não se deixou fotografar.  O produtor e cantor britânico apresentou "Blood On Me" e "Timmy's Prayer", temas de avanço do seu próximo disco ("Process"). Durante aproximadamente uma hora, o londrino mergulhou na música soul e quem o viu lá foi com ele, na boa onda.

A festa dos Metronomy

De Devon (Reino Unido) ao Porto, os Metronomy fizeram mexer tudo e todos, depois das 22h00. Na mala, os britânicos trouxeram um arsenal de hinos, como "The Bay" e "The Look". Com pinceladas de eletrónica, a banda transformou o Parque da Cidade numa grande e brilhante pista de dança.

"Summer 08", o último disco de originais, foi o prato principal. Canções como "Night Owl", "Summer Jam" ou "My House" injetaram adrenalina no público, que dançou e dançou, até (quase) cair para o lado. Assim vale a pena.

A meio do concerto, Joe Mount conquistou a simpatia de todos com poucas palavras. "Porto. A nossa cidade favorita no mundo", atirou. "Então, venham mais vezes", gritou uma fã que não largou a grade durante todo o espetáculo.

Os Metronomy fizeram a festa toda até às onze da noite. Depois, no Palco Super Bock, foi a vez dos Japandroids animarem com o seu rock não menos celebratório.

Um final de noite "turbinado"

Ao final da noite, Aphex Twin (que não permitiu fotografias) fechou o Palco NOS com uma onda de música eletrónica. Para acompanhar o ritmo certeiro, o produtor irlandês escolheu passar nos ecrãs gigantes imagens de Salvador Sobral, Lili Caneças e Ana Malhoa - como é óbvio, os portugueses levantaram os smartphones para registar e partilhar o momento.

Durante mais de uma hora, Aphex Twin convidou todos a dançar. Foi a febre (turbinada) de sábado à noite e um até para o ano, já com a saudade a bater forte.

Veja também: As imagens dos concertos de Elza Soares e Metronomy

Primavera Sound volta em 2018

A organização do NOS Primavera Sound fez um balanço positivo da sexta edição no Porto, na qual se atingiu a “maior enchente de sempre” num festival, e garantiu o regresso em 2018, entre 7 e 9 de junho.

Na conferência de imprensa, foi ainda revelado o número de espectadores que passou pelo festival. Na quinta-feira (8), cerca de 27 mil pessoas assistiram aos concertos de Justice, Cigarettes After Sex e Miguel; já na sexta-feira (9), o NOS Primavera Sound contou com casa cheia (30 mil festivaleiros).

O diretor do evento, José Barreiro, disse ainda que o balanço é positivo e a noite de sexta-feira, com destaque para a atuação de Bon Iver, mostrou que o recinto do Parque da Cidade do Porto “comporta as 30 mil pessoas”, podendo agora apontar para esse número por dia nos três dias.

“[Na sexta-feira] acho que atingimos o limiar do conforto. Não houve nenhum exagero de filas para os serviços principais do festival, mas pelo menos neste formato atingimos o limite desse mesmo conforto. Acho que se fossem mais cinco mil já não seria a mesma coisa”, afirmou Barreiro.

Da parte da organização do Primavera Sound de Barcelona, Alfonso Lanza anunciou as datas da sétima edição do festival no Porto e realçou que se trata de um evento que hoje “muitas cidades europeias gostariam de ter”.

“Estamos encantados com a decisão [de estar no Porto], sentimo-nos em casa e, enquanto tivermos apoio da NOS e da Câmara [Municipal do Porto], o Primavera Sound ficará no Porto”, afirmou Lanza.

À Lusa, o responsável de Barcelona disse não pretender “trocar nada”, uma vez que a organização considera “perfeito o complemento dos dois” festivais: o “grande” em Barcelona e a “versão ‘gourmet’ no Porto”.

Questionado sobre a possibilidade de expandir a marca para outras cidades europeias, Alfonzo Lanza admitiu a possibilidade de o fazer na América (sem precisar se do Norte se do Sul), mas ressalvou que a expansão “não é uma obsessão”. “Não sei se na Europa três edições seguidas em datas ou mesmo mudando de datas podia ser. Creio que com o Porto acertámos”, afirmou Alfonso Lanza.

O sexto Primavera Sound no Porto realizou-se desde quinta-feira no Parque da Cidade, tendo contado com nomes como Swans, Bon Iver, Run The Jewels e Justice, entre muitos outros.

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