“Com um profundo saber de todos os procedimentos técnicos, Mestre Francisco Vicente trabalhou com grandes cenógrafos e encenadores de renomada craveira nacional e internacional em incontáveis produções", afirma, na nota de pesar, o presidente do conselho de administração do Organismo de Produção Artística (Opart), que tutela o teatro lírico lisboeta.

Carlos Vargas enumera de seguida encenadores como Pier Luigi Pizzi, Emilio Sagi, Graham Vick, João Lourenço e Luís Miguel Cintra, "alguns dos nomes consagrados com quem Mestre Francisco Vicente repartiu, sem distinção, o conhecimento e excelência da sua perícia”.

“Sempre que lhe era permitido, e longe das exigências de uma atividade sempre rigorosa, gostava de repousar no seu barco, pescando na solidão apaziguadora do mar. Mas será aqui, nesta casa hoje enlutada, que o nome de Mestre Francisco Vicente se inscreverá para sempre na história do TNSC”, escreve o presidente do Opart, Carlos Vargas.

Segundo o responsável, “Mestre Francisco Vicente será para sempre relembrado por todos aqueles que com ele conviveram, trabalharam e compartilharam a sua camaradagem, determinação, força, desafios e realizações”.

Francisco Vicente era natural de Vila Nova de Mil Fontes, no concelho de Odemira, distrito de Beja, e ingressou no TNSC na qualidade de carpinteiro, em fevereiro de 1971.

Até se tornar diretor técnico, em 1995, e um dos principais especialistas em espetáculos de ópera, em Portugal, Francisco Vicente “seguiu uma carreira exemplar, sempre marcada por uma total entrega, dedicação e elevado profissionalismo”, escreve Carlos Vargas.

O programa das exéquias será revelado "ainda esta tarde", segundo a mesma fonte.

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