"Pedi a Valery Guerguiev que se distanciasse clara e categoricamente da guerra brutal travada por Putin contra a Ucrânia e agora contra nossa cidade gémea de Kiev", disse o Presidente da Câmara da cidade bávara, Dieter Reiter, em comunicado.

Se Guerguiev "não tomar uma posição clara até segunda-feira, não poderá continuar como diretor da orquestra filarmónica", alertou.

Valeri Guerguiev conduz esta orquestra desde 2015. O famoso maestro foi afastado no último minuto de uma série de atuações este fim de semana no Carnegie Hall, em Nova Iorque.

"Esta mudança deve-se a eventos recentes no mundo", disse um porta-voz do Carnegie à AFP na quinta-feira.

Teatro alla Scala, em Milão, também pediu que o maestro defendesse publicamente uma "solução pacífica" para o conflito e ameaçou cancelar duas atuações marcadas para 5 e 13 de março.

Diretor-geral do Teatro Mariinsky em São Petersburgo, Valeri Guerguiev, 68 anos, é um dos maestros mais requisitados do mundo.

A sua proximidade com Putin, que conhece desde 1992, e sua lealdade ao presidente russo após a anexação da Crimeia em 2014, além das suas atuações na Ossétia do Sul bombardeada (uma área pró-russa da Geórgia) e em Palmira, na Síria, em 2016 geraram polémica na última década.

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