“O Gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça”, o mais recente livro da premiada escritora portuguesa Ana Margarida de Carvalho, chega às livrarias já em outubro.

A história gira em torno de duas sociedades fechadas na raia alentejana, que vivem à margem da lei, em tempos próximos da guerra civil espanhola, “quando a guarda é mais temida do que qualquer gatuno e os cães mais cruéis do que os lobos”, descreve a editora.

Ambas as sociedades criam as suas próprias regras, agridem-se e oprimem-se, mas nunca se percebe de onde e de quem vem a maior violência, até que chega alguém com contas por ajustar.

No mesmo mês, publica-se um livro de António Barreto, intitulado “Fotomaton”, e que reúne os retratos de três políticos do século XX português: Salazar, Álvaro Cunhal e Mário Soares.

A Relógio d’Água vai publicar também mais uma obra da escritora italiana Elsa Morante, “O Xaile Andaluz”, que reúne catorze novelas sobre o mundo da infância e da adolescência, assim como um livro finalista do Man Booker International Prize 2019, “As Ilhas dos Pinheiros”, de Marion Poschmann, e outro finalista do Prémio Leya, “O Pecado de Porto Negro”, de Norberto Morais, passado numa América Latina imaginária.

No mesmo mês é posta à venda uma ampla antologia dos poemas e canções de Leonard Cohen, feita com a participação do próprio autor.

As “Cartas de Prisão”, da revolucionária alemã de origem polaca Rosa de Luxemburgo, a reedição de “Sobre a revolução”, livro em que Hannah Arendt compara as revoluções americana e francesa, e o romance “O Adolescente”, de Dostoievski, são outras das novidades previstas para o próximo mês.

Em novembro, chega o primeiro volume de uma trilogia de fantasia criada pelo autor de “Breve História de Sete Assassinatos”, uma “cascata de narrativas que tomam lugar numa África antiga, perigosa e alucinatória”.

O jamaicano Marlon James criou um universo fantástico, que se vai estender por uma trilogia, protagonizada por um homem chamado Tracker, e cujos direitos de adaptação a televisão foram já adquiridos pela companhia de produção de Michael B. Jordan.

O primeiro volume “Leopardo Negro, Lobo Vermelho”, que chega agora a Portugal, recebeu os maiores louvores da crítica internacional e de outros autores.

Outra novidade que a Relógio d’Água lança no mercado nacional é “A Senhora Palfrey no Hotel Claremont”, de Elizabeth Taylor, nomeado pelo The Guardian como um dos “100 melhores romances de sempre” e finalista do Man Booker Prize, faz um retrato irónico e compassivo da amizade entre uma mulher de idade e um jovem autor.

Mais dois livros de Agustina Bessa-Luís, “Prazer e Glória” e “A Muralha”, um livro de contos, que falam de cidades, de Gonçalo M. Tavares, e “As Crónicas da Explosão”, do chinês Yan Lianke, são outros destaques da Relógio d’Água.

A encerrar o ano, a editora prepara-se para lançar em dezembro o romance vencedor do Prémio Man Booker Internacional 2019, “Corpos celestiais”, da escritora omanense Jokha Alharti, primeiro livro traduzido do árabe a receber este prémio.

“Corpos Celestiais” narra a vida de três irmãs na aldeia de al-Awafi, em Oman: Mayya, que casa com Abdallah após um desgosto amoroso, Asma, casada por obrigação, e Khawla, que rejeita todas as propostas enquanto espera pelo seu amado, que emigrou para o Canadá.

Estas três mulheres e as suas famílias testemunham o desenvolvimento de Oman, de uma sociedade tradicional e esclavagista, passando pela era pós-colonial até aos dias de hoje.

Ainda neste mês, chega às livrarias o sexto e último volume de “A Minha Luta”, a obra autobiográfica de Karl Ove Knausgård, que tem como título precisamente “O Fim”, e um premiado livro de ficção científica chinesa, “O Problema dos Três Corpos”, da autoria de Cixin Liu.

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