Em entrevista ao Diário de Notícias, Simone de Oliveira, de 83 anos, sublinhou que "teria sido mais fácil manter as atitudes" que teve "se fosse homem". "As mulheres apanhavam dos maridos e ficavam em casa, eu achei que não ia ser assim. Saí de casa e não me arrependo de nada. Lutei muito para ter a minha liberdade. Ser mulher é uma coisa boa, mas para ser honesta gostava de ter sido homem", frisa.

"Teria sido mais fácil manter as atitudes que tive se fosse homem, talvez não tivesse sido tão penalizada por fazer coisas que considerava absolutamente normais e naturais. Naquela altura, isso não era bem aceite", acrescenta em entrevista ao jornal.

Na conversa com o DN, a artista recorda ainda que foi chamada ao liceu da filha. "Um dia fui chamada ao liceu da minha filha, perguntei se havia algum problema com a Eduarda, a diretora diz-me que não há problema, que ela é extraordinária, mas estava confusa. E disse: 'O que me espanta é como é que a filha de uma cantora, que se deita tarde, que fuma e usa decotes, pode ser tão boa aluna?", contou.

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