"Anomalisa" é um dos mais inconvencionais nomeados para o Óscar de Melhor Filme de Animação.

Trata-se do primeiro proibido para menores por envolver cenas de sexo ousadas em "stop motion' entre bonecos.

Parte tudo da imaginação do cineasta americano Charlie Kaufman, que adaptou a sua própria peça teatral sobre Michael Stone (voz de David Thewlis), um homem neurótico e depressivo, que num hotel de luxo em Cincinnati seduz Lisa (Jennifer Jason Leigh) e descobre o amor por uma sensível e tímida jovem, o qual consome com uma noite de sexo.

Ao contrário da maioria da vezes, que envolvem muitos nervos, pouca gente no local da rodagem, o aquecimento ligado e muitos robes, "gravar as cenas íntimas foi fácil, embora tenha sido delicado gravar as frases", como recordou Leigh aquando da apresentação mundial no Festival de Cinema de Veneza.

A equipa de animadores que preparou a cena liderada por Dan Driscoll não pode dizer o mesmo.

"Tento explicar às pessoas que não existiram cenas fáceis. A questão com o 'stop motion' é que se trata de um ambiente muito táctil. Tudo o que se vê no ecrã é real, nada é melhorado digitalmente'.

Foram precisos dois anos para fazer a animação do filme de 90 segundos e se um dia normal de dez horas a trabalhar com bonecos de silicone de 28 centímetros resultava em dois segundos e meio de cenas que se podiam aproveitar, a cena de sexo envolveu a dificuldade adicional de negociar como mostrar seios, traseiros e pénis... separáveis.

"Queríamos este momento de ternura e amor entre os dois tão próximo quanto é possível de seres humanos", recordou o supervisor da animação.

Foram precisos meses para preparar a cena, incluindo só dois para o animador Kim Blanchette perceber como se iam tirar lençóis e cobertas, bem como os bonecos iriam colocar o seu peso no modelo da cama. A rodagem propriamente dita levou entre três a quatro meses.

Veja o trailer de "Anomalisa".

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