Chloë Grace Moretz acha que o filme que fez com Louis C.K. nunca deverá ver a luz do dia por causa dos escândalos sexuais que o envolveram.

Ao reconhecer as acusações de má-conduta sexual publicadas no jornal The New York Times em novembro do ano passado,  o ator e comediante tornou-se uma das personalidades mais famosas a cair após o escândalo que começou com o produtor Harvey Weistein e continuou com Kevin Spacey.

Os relatos de várias mulheres forçadas, entre outros atos, a verem-no masturbar-se, levaram-no a anunciar o afastamento da vida pública durante "um longo período", ao mesmo tempo que a Netflix desistiu da produção de um novo programa.

Também a  distribuidora The Orchard decidiu não avançar com a distribuição nos EUA de "I Love You, Daddy", um filme que ele escreveu, realizou e protagonizou sobre um septuagenário que seduzia uma adolescente.

Portugal foi um dos poucos países que o viram em sala após a estreia em setembro no festival de cinema de Toronto. Na altura, a crítica associou o enredo à vida de Woody Allen, tal como o estilo do filme, mas após o escândalo surgiram outras interpretações bem mais pessoais.

Louis C.K. terá comprado os direitos do seu trabalho à Orchard com vista a estreá-lo mais tarde, mas Chloë Grace Moretz, que interpretou a sua filha e se afastou da campanha de lançamento assim que começou o escândalo, deu uma resposta arrasadora quando o New York Times lhe perguntou se devia ser lançado.

"Não, acho que não. Honestamente, acho que simplesmente devia desaparecer. Acho que agora não é a altura para eles [os acusados] terem uma voz", justificou.

"Claro que é devastador investir tempo num projeto e vê-lo desaparecer. Mas ao mesmo tempo, este movimento é tão poderoso e progressista que estou contente por estar em comunicação com toda a gente e ver a grande mudança na face da indústria, que penso ser muito, muito real", rematou sobre o assunto no fim da entrevista.

TRAILER "I LOVE YOU, DADDY".