De acordo com um familiar, François Martinet, Nelly Kaplan havia acompanhado o companheiro, o ator e produtor Claude Makowski, à Suíça, onde este morreu em agosto em consequência da doença de Parkinson. Desde então, a cineasta, que também se destacou como escritora anarcofeminista, permaneceu num lar onde contraiu COVID-19.

Kaplan era de uma família de judeus russos. Nasceu em Buenos Aires e aos 22 anos mudou-se para França, onde começou a colaborar com o realizador Abel Gance ("Napoleon").

A cineasta tornou-se conhecida com "A Noiva do Pirata", exibido no Festival de Veneza de 1969.

Dirigiu outros filmes, como "Papa, les petits bateaux…" (1971) e "Charles et Lucie" (1979), assim como documentários sobre artistas consagrados (Pablo Picasso, Gustave Moreau, Abel Gance, André Masson, Victor Hugo).

Kaplan teve relacionamentos com vários escritores, como o surrealista André Breton.

Também escreveu textos eróticos que chocaram a censura. Em 1974, publicou sob pseudónimo o romance "Mémoires d'une liseuse de draps".

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