Há seis anos, Daniel Craig deu uma resposta que ficou célebre quando a revista Time Out lhe perguntou se iria voltar a ser 007: "Agora? Preferia... cortar os pulsos. Não, não de momento. Não, de todo. Está tudo bem. Acabei com isso por agora. Terminou. Tudo o que quero agora é seguir em frente".

A entrevista foi dada a seguir à rodagem extremamente exigente, principalmente do ponto de vista físico, de "007: Spectre", que começou em dezembro de 2014 e terminou em julho de 2015, a menos de quatro meses da estreia.

A parte "Preferia... cortar os pulsos" tem perseguido o ator desde essa altura, que está arrependido.

"Para ser completamente honesto, estava a pensar: 'Não sei se consigo fazer mais um destes'. Acabei de filmar o 'Spectre' com uma perna partida", disse à revista britânica Radio Times.

"Em relação à vossa questão sobre estar agora nos meus cinquentas [53 anos], pensei 'Tenho isto em mim? Quero passar por isto tudo?' Precisava de um intervalo. Mas um pouco mais de perícia na resposta podia ter sido melhor. Estava a brincar, mas passou por ingratidão", reconhece.

À mesma revista, a veterana produtora dos filmes defendeu Daniel Craig.

"Isso foi culpa nossa. Tinha sido uma longa rodagem. Ele tinha tido uma lesão. E então dissemos 'Porque é que não fazes uma semana de imprensa no fim da rodagem?'", recordou Barbara Broccoli.

"Isto seria como dizer a alguém, depois de correr uma maratona, ao cruzar a linha de chegada, 'Quando é que vais correr a próxima?'. A culpa foi nossa", concluiu.

"007: Sem Tempo Para Morrer", o quinto filme e a despedida de Craig como Bond, chega aos cinemas portugueses a 30 de setembro.

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