O Festival Internacional Filmes sobre Arte Portugal regressa a Lisboa para celebrar dez anos com mais de duas dezenas de produções e estreias internacionais, de 26 a 30 de junho, anunciou a organização esta sexta-feira.

A sessão de abertura está marcada para as 20:00 do dia 26 de junho, com "Le Chat Doré", de Nata Moreno, "Wake up! What would you do to change the world?", de Angel Loza, ambos de Espanha, e ainda "In Arte we Trust", de Benoit Rossel, da Suíça.

Este ano, o festival decorre na rua das Gaivotas 6, coprodutora, e continua a ser dirigido pela realizadora e artista Rajele Jain, responsável pela programação.

Serão atribuídos os prémios Lebre de Ouro, Prata e Ferro, além de menções honrosas atribuídos por um júri composto pelo artista e cineasta Gil Maddalena, o artista de ‘vídeomapping’ e diretor do Festival dos Filmes de África, Eduardo Barbosa da Cunha, e a realizadora de filmes experimentais Maria Mire.

Em dez anos de existência, o festival apresentou 243 filmes sobre artistas e arte, apresentando mais de 500 artistas diferentes, de mais de 150 realizadores nacionais e internacionais.

O festival "sublinha a importância da arte em qualquer sociedade e reflete de forma clara e inequívoca a necessidade da prática artística para o desenvolvimento da bondade humana", sublinha a organização, numa nota de imprensa.

O objetivo é dar a conhecer a vida de artistas, quebrando as barreiras entre o realizador e o criador retratado, dando a conhecer a essência da obra e do artista.

Entre as obras a exibir contam-se "Grigory Sokolov: A conversation that never was", da realizadora russa Nadezhda Zhdanova, que conseguiu fazer o primeiro filme sobre um dos mais enigmáticos pianistas do mundo – e pela crítica especializada um dos melhores da atualidade -, que há muitos anos se recusa a dar entrevistas e a fazer gravações em estúdio, sendo, contudo, uma presença regular em salas de concerto. É o caso da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e da Casa da Música, no Porto, onde atua quase todos os anos.

Em "The Salamander’s Complex" (França), Stéphane Manchematin e Serge Steyer retrataram a imagem do tímido, reservado artista visual Patrick Neu, revelando assim, para o espetador, o seu mundo de trabalhos frágeis e quase imateriais, trabalhos que podem facilmente desaparecer.

Em “Uberto of the Mirrors” (Itália), a história da vida repleta de paixão e criatividade de Uberto Bertacca, um homem reservado, é contada por Marco Mensa e Elisa Mereghetti.

"Who is Oda Jaune?” (Alemanha) foi criado pela realizadora Kamilla Pfeffer ao longo de dois anos, e o filme de Oren Jacoby é sobre um dos mais influentes pintores - amigo de Jean-Michel Basquiat - inventor do movimento de arte urbana, Richard Hambleton, falecido em 2017, após o filme ter sido concluído.

Também estão na programação filmes portugueses, como “O Passageiro”, de Luís Alves de Matos, que procura vestígios de Fernando Pessoa que o escritor deixou na sua biblioteca.

Ana Barroso, em “Transitions”, acorda o passado guardado no Mosteiro da Batalha, dando-lhe vida e prolongando-o para um futuro desconhecido, enquanto Ricardo Vieira Lisboa se dedica a um dos aspetos da vida de Maria Helena Vieira da Silva, em “Le Métro, Vieira da Silva” - a distância que a separa do artista e marido Árpád Szenes, em Paris, quando estava em Lisboa.

Criado em 2008, o Festival Internacional Filmes sobre Arte Portugal teve inicialmente o apoio do Festival Temps D’Images e, desde 2015, é produzido de forma independente pela Associação Cultural Vipulamati: Ample Intelligence.

Os prémios serão anunciados no dia 30 de junho, a partir das 22:30, e o programa detalhado pode ser consultado em www.films-on-art-portugal.org.

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