“Paterson”, estreado no Festival de Cannes, tem sido apontado como um dos mais intimistas de uma filmografia de Jim Jarmusch já muito marcada por um tom e um ritmo muito singular.

Desta vez, aborda um condutor de autocarro poeta, interpretado por Adam Driver – tendo o poema do título inspirado em William Carlos Williams, personagem que o realizador diz ser interessante conhecer apenas depois de ver o filme.

Embora a descrição de 'minimalismo' não faça muito sentido para o cineasta, ele observa que o filme é, de facto, o oposto do conflito e da violência, com a vitimização da mulher, que aparece em muitos filmes sobre relacionamentos amorosos. A ênfase é nos detalhes e na forma como o poeta os observa para depois incorporá-lo à sua poesia.

“The Last Family”, do polaco Zdzislaw Beksinski, por seu lado, relembra um pintor surrealista do seu país – num retrato em que, para além das obras frequentemente marcadas pelo simbolismo da morte, fala também da sua idiossincrática família. É o filme de estreia de Jan P. Matuszynski, estreado em Locarno.

Já o filipino Lav Diaz, presença habitual nos festivais internacionais com filmes de longa duração, surge com “The Woman Who Left”, obra vencedora da última edição do Festival de Veneza.

Com as suas quatro horas, a história gira em torno de uma mulher saída da prisão por um crime que não cometeu. Neste tempo, o marido faleceu e o filho está desaparecido – só lhe restando a filha. O que não mudou foi a situação social do país – como uma minoria de ricos a concentrar o poder. É neste contexto que ela planeia a sua vingança.

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