Nem Harrison Ford lhe vale: "O Apelo Selvagem" vai ser um dos grandes fracassos comerciais de 2020 e dar um prejuízo de muito milhões de dólares.

A consolação é que o estúdio é a Disney, que entre "Vingadores: Endgame", "O Rei Leão" e "Star Wars", tem certamente dinheiro nos cofres para aguentar o golpe.

Adaptação do aclamado clássico literário de Jack London sobre um cão com um enorme coração cuja feliz vida doméstica é virada do avesso quando ele é subitamente arrancado da sua casa na Califórnia e enviado para as florestas exóticas do Yukon, no Alasca, durante a corrida ao ouro na década de 1890, a publicação especializada Variety avalia que vai dar um prejuízo de 50 milhões de dólares [quase 50 milhões de euros].

LEIA A CRÍTICA "O APELO SELVAGEM".

Apesar dos elogios a Harrison Ford, as críticas foram mornas, com muitas a questionarem a necessidade do cão ter de ser digital. As reações dos espectadores foram mais positivas e as receitas foram de 45 milhões de dólares nos EUA e 79 milhões a nível global após duas semanas nos cinemas.

O resultado está dentro da média para um filme para toda a família, mas o problema foi quando custou "O Apelo Selvagem": o orçamento disparou para mais de 125 milhões de dólares por causa dos efeitos especiais dispendiosos, cuja utilidade foi muito criticada (todos os animais foram recriados com CGI, bem como paisagens).

Aas fontes da Variety junto da produção e de estúdios rivais estimavam que o filme precisaria de fazer entre 250 e 275 milhões para começar a dar lucro para Disney por causa da contabilidade "criativa" de Hollywood, em que muitas partes têm direito a fatias das receitas de bilheteira.

Atingir esse valor parece improvável, principalmente agora que a epidemia do coronavírus está a começar a afetar as receitas de bilheteira a nível internacional, levando ao encerramento de cinemas na China, Itália e Coreia do Sul.

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