Kevin Spacey vai ser um dos protagonistas do filme "1242 – Gateway to the West", que será apresentado no "Marché du Film", o mercado de cinema para investidores e distribuidores que decorre em conjunto com o Festival de Cannes.

Duas vezes vencedor do Óscar, por "Os Suspeitos do Costume" (1995) e "Beleza Americana" (1999), esta co-produção entre a Grã-Bretanha, Hungria e Mongólia, será o maior projeto com o ator desde os escândalos sexuais em 2017, revelou a publicação Deadline.

O drama histórico centra-se no neto de Genghis Khan, Batu Khan, eleito comandante militar da parte ocidental do império mongol que após vitórias em batalhas importantes da China à Pérsia, recebe a missão de invadir a Europa. Um castelo na Hungria e o encontro com um homem profundamente espiritual em 1242 levam ao falhanço da campanha e à sua queda.

Com rodagem prevista para arrancar em outubro na Hungria e Mongólia, Eric Roberts, Christopher Lambert, Terence Stamp e os estreantes Jeremy Neumark-Jones e Genevieve Florence fazem parte do elenco do filme realizdo pelo veterano húngaro Peter Soos.

Cortado pelo realizador Ridley Scott de "Todo o Dinheiro do Mundo", sendo substituído por Christopher Plummer, a última aparição de Kevin Spacey no filme americano foi em "Billionaire Boys Club” (2018).

Este ano, regressou com um pequeno papel no filme italiano “L'uomo Che Disegno Dio” (“O Homem que Desenhou Deus”, em tradução simples), realizado por Franco Nero.

No seguimento do escândalo com o produtor Harvey Weinstein em outubro de 2017, que levaria ao surgimento do movimento #MeToo, Kevin Spacey tornou-se uma das primeiras grandes figuras públicas norte-americanas a ser acusada de assédio sexual.

Uma reportagem da CNN revelou que ele criara um ambiente “tóxico” por causa de comentários inapropriados e assédio a jovens funcionários da série "House os Cards" em que era o protagonista e produtor executivo. Posteriormente, surgiram outras acusações de absuo sexual nos EUA e em Londres.

Demitido da série "House of Cards", na qual interpretava um político sem escrúpulos, Kevin Spacey também foi cortado de Ridley Scott, "Todo o Dinheiro do Mundo", sendo substituído por Christopher Plummer.

Até agora, o ator tem evitado acusações criminais. Apesar de ter chegado a ser acusado formalmente em janeiro de 2019 de abuso sexual de um adolescente, em julho desse ano as autoridades retiraram as acusações, num caso que acabou enfraquecido pela própria alegada vítima, depois de um telemóvel com as alegadas provas ter desaparecido.

Em outubro do mesmo ano, um acordo confidencial fez cair outra acusação.

As autoridades em Londres ainda investigam acusações que surgiram relacionadas com o período de 2004 a 2015, quando foi diretor artístico no teatro Old Vic, desmentidas com veemência.

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