"O Irlandês" é o filme do ano para o New York Film Critics Circle, 24 horas após ter recebido a mesma distinção do National Board of Review (NBR), a mais antiga organização norte-americana a distribuir prémios anuais de cinema.

No caso da organização de críticos de cinema fundada em 1935 e que é mais antiga e uma das que têm mais prestígio nos EUA, é o segundo ano consecutivo que uma produção Netflix é distinguida, sucedendo a "Roma", de Alfonso Cuarón.

Disponível na plataforma de streaming desde 27 de novembro, a épica saga de Martin Scorsese sobre o crime organizado nos Estados Unidos do pós-guerra com Robert De Niro e Al Pacino valeu ainda a Joe Pesci o prémio de Melhor Ator Secundário.

O New York Film Critics Circle gosta de se apresentar como uma "alternativa" aos Óscares: as escolhas de Melhor Filme coincidiram 31 vezes em 84 anos e a mais recente foi com "O Artista" em 2012.

Outras distinções revelam as diferenças: os irmãos Benny e Josh Safdie por "Uncut Gems" ganharam Melhor Realização, em detrimento de Scorsese; o francês "J'ai perdu mon corps" foi a Melhor Animação, omitindo as produções populares da Disney e da Pixar; o também francês "Portrait de la jeune fille en feu" venceu Melhor Fotografia; o documentário da República da Macedónia "Honeyland" foi o Melhor Filme de Não Ficção.

Nas categorias de interpretação, Antonio Banderas e Lupita Nyong’o foram distinguidos como os protagonistas de "Dor e Glória" e "Nós". A melhor atriz secundária foi Laura Dern, tanto por "Marriage Story" (também da Netflix) como pela nova versão de "Mulherzinhas".

Quentin Tarantino foi eleito para o prémio de argumento por "Era Uma vez...em Hollywood" e o sul-coreano "Parasitas" recebeu mais um prémio de Melhor Filme Estrangeiro.

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