O argumento de «Tabu», um filme sobre a memória e sobre o passado, focado na personagem Aurora, uma mulher que viveu amor e traição em África e que recorda esses tempos já durante uma velhice solitária e amargurada, foi coescrito por Miguel Gomes e Mariana Ricardo.

O filme, uma coprodução entre Portugal, França, Alemanha e Brasil, ficou ainda em segundo lugar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Realizador, dos prémios da International Cinephile Society (ICS).

A ICS, formada em 2003, é um grupo online composto por cerca de 80 jornalistas, estudiosos de cinema, historiadores e outros profissionais da indústria cinematográfica, que cobrem festivais e outras iniciativas da área nos cinco continentes.

«Tabu», estreado no ano passado nas salas portuguesas, tem sido amplamente elogiado em festivais e pela crítica estrangeira desde que recebeu, em fevereiro de 2012, dois prémios no festival de cinema de Berlim.

Em janeiro estreou em mais de 40 salas em França, país que se junta a uma dezena de outros que já acolheu o filme.

A terceira longa-metragem de Miguel Gomes, «Tabu», foi eleita um dos dez melhores filmes de 2012 pelas revistas especializadas Cahiers du Cinema (França) e Sight & Sound (Reino Unido) e também pela norte-americana New Yorker. Foi finalista do Prémio LUX de Cinema Europeu, atribuído pelo Parlamento Europeu, premiado no Festival de Las Palmas, em Espanha, Avvantua, na Croácia, e de Ghent, na Bélgica.

Por causa de «Tabu», Miguel Gomes esteve em novembro no festival de cinema de Turim, em Itália, que lhe dedicou uma retrospetiva integral da obra.

O filme, protagonizado por Ana Moreira, Laura Soveral, Carlotto Cota e Teresa Madruga, é inteiramente a preto e branco e, na segunda parte, os atores não falam, ouvindo-se apenas o narrador e a banda sonora, em jeito de homenagem de Miguel Gomes ao cinema mudo.

Miguel Gomes é autor das longas-metragens «Aquele Querido Mês de Agosto» e «A Cara que Mereces» e de curtas como «Kalkitos», «Inventário de Natal» e «Entretanto».