O documentário
«José e Pilar» conseguiu o feito invulgar de unir público e crítica em coro de elogios, sublinhados até por quem não nutria simpatia pela polémica postura pública de
José Saramago. Animado pelo sucesso do filme,
Miguel Gonçalves Mendes parte agora para outra aventura no universo do Prémio Nobel da Literatura: a adaptação ao cinema de
«O Evangelho Segundo Jesus Cristo».

O livro, publicado em 1991, reinterpreta a vida de Jesus a uma luz mais humanizada e crítica da religião, que sofreu fortes críticas por parte da Igreja. A polémica maior, contudo, deu-se com o veto da candidatura do romance a um prémio literário pelo então sub-secretário de Estado da Cultura,
António Sousa Lara, com o argumento de que ofendia «a moral cristã», predominante no país que a obra supostamente representaria.

O sucedido foi instrumental para a saída do país de José Saramago, que a partir de então passou a viver em Espanha, na ilha de Lanzarote.

O projecto já foi apresentado ao Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e está actualmente em fase de financiamento. Miguel Gonçalves Mendes assume que «O Evangelho Segundo Jesus Cristo» será uma produção internacional, com uma equipa mista de vários países.

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