A festejar 84 anos esta terça-feira, Morgan Freeman não diminui o ritmo na carreira e nas próximas semanas vão estrear nos cinemas três filmes: "Vingança Letal" (já esta quinta-feira), "O Guarda-Costas e a Mulher do Assassino" (17 de junho) e "Um Bando de Vigaristas em... Hollywood" (1 de julho).

Apesar da estar na oitava década de vida e ter entrado em mais de 80 filmes, Morgan Freeman só começou a ter reconhecimento no cinema já com 50 anos, depois ter ter começado pelo Teatro na década de 1960 e ganho popularidade ao longo das seis temporadas da série infantil "The Electric Company" entre 1971-1977.

Miss Daisy

Após papéis secundários em filmes como " As Grades do Inferno" (1980), "Os Olhos da Testemunha" (1981) e "O Confronto" (1984), o ano da viragem foi 1987, quando contracenou com Christopher Reeve em "Nova Iorque, Cidade Implacável" (1987) e o papel de um proxeneta valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de Ator Secundário.

"Tempo de Glória" e principalmente "Miss Daisy", ambos de 1989, com o segundo a colocá-lo outra vez na corrida às estatuetas douradas, mas como Ator Principal, fizeram a carreira disparar em termos de reconhecimento e estatuto, confirmado quando deu classe como secundário de luxo a "Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões" (1991).

Em 1992, surge ao nível do ícone Clint Eastwood e o resultado foi "Imperdoável", o vencedor dos principais Óscares referentes a 1992.

"Os Condenados de Shawshank" (1994), valeu-lhe a terceira nomeação para os Óscares (e a segunda como protagonista) e é um dos trabalhos mais recordados pelos seus admiradores, a par do papel do detetive da polícia desiludido de "Seven - 7 Pecados Mortais" (1995).

Os Condenados de Shawshank

Os dois filmes lançaram-no para as personagens sábias e de referência moral pelas quais é mais conhecido: apesar de ter sido o general no banal "Outbreak - Fora de Controlo" (1995) e vilão em "Águas Mortíferas" (1998) ou "Betty" (2000), parece mais natural vê-lo a passar talento e dignidade por "Amistad" (1997, dirigido por Steven Spielberg), "Sob Suspeita" (2000), "Crime em Primeiro Grau" (2002), "A Soma de Todos os Medos" (2002) e nos dois filmes como Alex Cross, "Beijos Que Matam" (1997) ou "A Conspiração da Aranha (2002), a tal ponto que é com naturalidade que, muitos anos antes de Barack Obama, o vemos no "cargo" de presidente dos EUA em "Impacto Profundo" (1998) ou como Deus em "Bruce, o Todo-Poderoso" (2003).

O Óscar como Ator Secundário chegou finalmente com "Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos" (2004), num reencontro muito celebrado com Eastwood, que naturalmente o chamou para ser Nelson Mandela em "Invictus" (2009), a quinta e mais recente nomeação para as estatuetas douradas.

Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos

Em 2018, Morgan Freeman esteve muito perto de se juntar à lista de estrelas de Hollywood e outras figuras públicas caídas em desgraça com o surgimento dos movimentos #MeToo e Time's Up: uma reportagem da CNN avançou que oito mulheres alegavam ter sido assediadas sexualmente ou ouvido comentários inapropriados.

O ator negou ser culpado de assédio e pediu por duas vezes desculpa "a quem quer que possa ter incomodado", mas perdeu contratos publicitários e o próprio sindicato dos atores americanos (SAG-AFTRA) que poucos meses antes lhe entregara um prémio honorário descreveu as acusações como "credíveis e devastadoras". A carreira e reputação foram quase destruídas até a credibilidade da jornalista e da investigação serem colocadas em causa.

Consagrado como grande ator de corpo inteiro (e voz), cujos papéis raramente têm a ver diretamente com a cor da pele, com mais de 70 filmes por todos os géneros depois de reconhecido em 1987, Morgan Freeman continua a espalhar classe pelos projetos, embora nem sempre estes o mereçam: vale a pena ouvi-lo a narrar documentários, como "A Marcha dos Pinguins" (2005), revê-lo como Lucius Fox na trilogia "O Cavaleiro das Trevas" (2005-2012) e ainda em "Há Dias de Azar" (2006), "Vista Pela Última Vez..." (2007), "Procurado" (2008), "Red: Perigosos" (2010), "Assalto à Casa Branca" (2013), "Mestres da Ilusão" (2013) e "Lucy" (2014).

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