Na terça-feira à noite, a poucas dias da estreia mundial, uma "cópia ilegal" do filme "Pokémon Detective Pikachu" apareceu numa conta no YouTube chamada "Inspector Pikachu".

Em menos de 24 horas, já conta com mais de cinco milhões de visualizações.

O "culpado" pela fuga parece ser o próprio Ryan Reynolds, que interpreta a personagem principal, pois a cópia tem a marca de água "R. Reynolds" no canto superior esquerdo.

O ator canadiano já se mostrou muito "atrapalhado" com o que aconteceu.

Na verdade, trata-se de mais uma jogada de promoção viral: o primeiro minuto dá a impressão que se está mesmo a ver o filme e a seguir passa para imagens contínuas "tiradas" de uma cassete VHS com o Pikachu a dançar.

A atenção aos pormenores é relevante, pois o vídeo tem exatamente a mesma duração do filme: 102 minutos e 53 segundos.

Tal como aconteceu com os filmes "Deadpool", Ryan Reynolds está a coordenar-se com a equipa de marketing do filme.

Curiosamente, o projeto "Deadpool" só foi aprovado quando um teste em vídeo de 2012 feito para tentar convencer o estúdio Fox foi parar misteriosamente à internet em julho de 2014 e entusiasmou os fãs.

Na versão oficial da história, após desconfiar inicialmente que tinha sido o realizador Tim Miller, Ryan Reynolds pensa que a fuga terá vindo de alguém da própria Fox.

O ator canadiado sempre negou ser o responsável, mas disse que o faria se soubesse  que a reação levaria o estúdio a mudar de ideias.

A ironia em relação à "cópia ilegal" de "Pokémon Detective Pikachu" é que o estúdio Warner Bros, é um dos mais ferozes adversários da pirataria.

Em 2016, chegou mesmo a levar um pouco longe demais o rigor para proteger o seu lucrativo negócio: um "Digital Millennium Copyright Act" submetido à Google com mais de 300 links que queria censurar por alegadamente fornecerem 'streams' ou 'downloads' ilegais dos seus títulos indicava como infractor... a própria Warner.

Numa embaraçosa gafe, a notificação indicava os sites oficiais de "O Cavaleiro das Trevas", "Matrix" e "Um Homem com Sorte" como violadores dos direitos de autor.

Outros links ficaram sob esta mira indiscriminada, como a página oficial na grande base de dados Internet Movie Database (IMDB), Sky Cinema e até a Amazon.

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