"Os produtores não são os únicos que devem agir para acabar com a brecha salarial. Os atores também", disse a atriz e produtora mexicana.

"É altura de serem generosos com as atrizes", acrescentou no dia que seguiu a um protesto histórico juntamente com outras 82 mulheres da indústria do cinema, que exigiram o fim da discriminação na passadeira vermelha do evento.

"Se o orçamento de um filme é de 10 milhões de dólares, a estrela masculina deve entender que, se pede 9,7 milhões, será difícil obter igualdade salarial", afirmou.

No seu primeiro festival após o escândalo Weinstein, Hayek, que acusa o produtor norte-americano de assédio sexual durante as gravações do filme "Frida", voltou a abordar o assunto.

Weinstein teria pedido em diversas ocasiões para tomar banho com a atriz, deixá-lo ter um contato sexual e despir-se na frente dele com outra mulher. O produtor nega as acusações. Para Hayek, trata-se de uma "estratégia de advogados" para desacreditar "mulheres 'de cor' que o acusam", como a atriz Lupita Nyong'o.

"Felizmente somos em número suficiente. Senão, ninguém acreditaria em nós", declarou a atriz.

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