O concerto estava previsto para as 22 horas, mas apenas uma hora depois o público foi informado do «ligeiro atraso», que demoraria pelo menos mais meia hora até a britânica Alice Russell subir ao palco do Santiago Alquimista. A sala lisboeta foi também o último recinto da digressão de três dias por Portugal, que marcou também a estreia da cantora por cá.

De facto, Alice Russell é uma extraordinária performer, o que acabou por acalmar o impaciente público. Muito delicada com os seus espectadores, a britânica, munida de um bom lote de músicos, deu espectáculo no recinto intimista que é o popular bar em Alfama e mostrou ter uma energia inesgotável.

Comparada, algumas vezes, com outras vozes da soul moderna, como Joss Stone ou Amy Winehouse, Alice Russell não deixa de apresentar semelhanças, nomeadamente na poderosa voz, mas fica por aí. Não tão comercial como Stone e bem mais «saudável» que Winehouse, Russell e a sua banda são uma mistura muito bem construída da soul, blues, jazz e funk, quer na música que trazem quer nas indumentárias, para lá de retro, mas, paradoxalmente, muito na moda.

Nao tão mediática como essas duas vozes, Alice Russell tem, muito provavelmente, na versão de «Crazy», dos Gnarls Barkley, o seu passaporte para chegar a outros públicos. Mas não é só: «Got the hunger», «Let us be loving» ou «All alone», entre outras, são tão ou mais contagiantes.

Texto e foto @Inês Henriques

Videoclip de «Hurry on Home»:

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