Durante oito dias mistura-se psicadelismo, música, arte e ecologia num evento que, desde 1997, dá origem a uma romaria que coincide sempre com a Lua Cheia de Agosto. Sempre de dois em dois anos, embora já tenha passado por vários locais.

Começou na Herdade do Zambujal, no concelho de Palmela, e logo no primeiro ano juntou 3500 pessoas. Depois de mais duas edições, durante as quais o culto foi aumentando, o festival que se orgulha de não ter um único apoio comercial mudou-se para o concelho de Idanha-a-Nova, onde ainda se mantém. Na edição deste ano, o festival espera receber mais de 25 mil pessoas.

Mas o reconhecimento do Boom não se fica pelo aumento gradual e considerável de público presente. Recentemente a ONU convidou o festival a integrar a United Nations Environmental and Music Stakeholder Initiative, um programa que procura aliar a música (e a sua capacidade de galvanizar públicos) com a capacidade de consciencialização ambiental.

Ao lado do Boom Festival figuram eventos internacionalmente reconhecidos como o norte-americano Lollapalooza e o norueguês Roskilde. Uma prova do grande reconhecimento que o evento português apresenta a nível internacional.

E para que o Boom se torne o “enorme parque de diversões para que as pessoas se exprimam” (palavras da organização) o festival conta com diversas tendas onde a música se faz ouvir ao longo do dia, como o Dance Temple ou o Groovy Beach. Há ainda workshops e apresentações com temáticas que vão desde temas gerais, como “Sexualidade e Espiritualidade”, ou questões mais particulares, como “Porque é que a má qualidade sonora desrespeita a nossa Natureza Divina”.

A escultura, a pintura e o cinema fazem também parte desta experiência, que, obviamente, não exclui as drogas sintéticas para aqueles que estiverem interessados. O ambiente e a auto-sustentabilidade são outros dos eixos da “política” do Boom. No festival a àgua é quase toda reaproveitada e a energia é maioritariamente produzida através de fontes que substituam os habituais recursos poluentes.

Os primeiros bilhetes para o Boom Festival foram postos à venda em Novembro do ano passado. Agora já só restam 3 mil, que podem ser comprados à entrada do recinto, e que tradicionalmente esgotam num ápice, mesmo custando 200 euros.

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