Em "Deixem o pimba em paz", Bruno Nogueira e Manuela Azevedo irão interpretar canções do repertório de música portuguesa, mais brejeira e popular, com novos arranjos musicais assinados por Filipe Melo, pianista ligado ao jazz, e Nuno Rafael, conhecido sobretudo no universo do pop rock português. "Queria explorar o potencial da música pimba para lá do que as pessoas conhecem", afirmou Bruno Nogueira, autor da ideia do espetáculo, em entrevista à agência Lusa.

O humorista vai cantar, ao lado de Manuela Azevedo, dos Clã, mais de uma dezena de canções que abrangem "um bocadinho de tudo da música pimba" e que, apesar de transformadas com novos arranjos, vão ser reconhecidas pelo público português. "Incomoda-me essa coisa de rotular a música. O pimba é uma música unificadora, mais popular, passa em festas e bailes, mas não é tudo brega; também abrange histórias que podiam passar-se com qualquer um", sustentou o humorista.

Aliás, Bruno Nogueira sublinha que "a maior parte das pessoas que criticam a música pimba são as primeiras a ir dançar". O termo "pimba", que tem uma conotação pejorativa para determinadas canções da música portuguesa, tem sido utilizado sobretudo desde os anos 1990, quando o cantor Emanuel revelou a canção "Pimba, Pimba", em 1995. Sobre o repertório escolhido, Bruno Nogueira referiu apenas a escolha de "Taras e manias", de Marco Paulo, escusando-se a revelar o restante alinhamento.

"Deixem o pimba em paz" estará nos dias 28 e 29 no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, seguindo depois para o Teatro Sá da Bandeira, no Porto, nos dias 2 e 3 de outubro. Depois destas datas, o espetáculo seguirá em digressão pelo resto do país.

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