O concerto está marcado para as 18:00, nas instlações do Museu, no Alto dos Moinhos, em Lisboa, e o programa é constituído por peças de compositores do século XVIII, contemporâneos dos instrumentos, os italianos Pietro Locatelli, Giuseppe Valentini e Luigi Boccherini, que se fixou em Madrid.

O repertório a apresentar neste recital faz parte é o programa de um CD, já gravado pelos dois músicos, e que deverá ser lançado ainda este mês, como disse à Lusa a cravista Jenny Silvestre.

O "cravo Antunes" e o "violoncelo Stradivarius Rei de Portugal" estão classificados como “tesouros nacionais” e são dos mais emblemáticos instrumentos da coleção museológica, afirma a instituição em comunicado.

"O violoncelo Stradivarius ou violoncelo Chevillard é Tesouro Nacional e um dos instrumentos portugueses mais conhecidos, sendo o único com assinatura do construtor, Antonio Stradivari, em Portugal”, salientou à Lusa fonte do museu.

Data do ano passado o último concerto em que este instrumento foi tocado, numa recital de Bruno Borralhinho.

O "cravo Antunes" foi construído em Lisboa por Joaquim José Antunes e “evidencia um conjunto de características distintivas marcantes em relação aos seus congéneres italianos, flamengos, franceses ou alemães, que definem uma escola autónoma de construção de cravos”, segundo a mesma fonte.

O cravo "tem um único teclado e dois registos independentes de oito pés, armação de madeira de nogueira e tampo harmónico de conífera, interior folheado a macacaúba, braços das teclas mais curtos do que os de outras tradições europeias e encordoamento integralmente em latão, permitindo uma ação leve e extremamente precisa", explicou a mesma fonte.

O "cravo Antunes" foi submetido a um restauro por W. D. Neupert (1986-1987). A última apresentação deste instrumento foi no passado dia 18 de maio, tendo sido tocado por Joana Bagulho.

Jenny Silvestre estudou cravo com Cremilde Rosado Fernandes, tendo terminado a licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa, em 2001, com a mais alta classificação, seguindo para Barcelona, onde fez um curso de aperfeiçoamento na Escola Superior de Música da Catalunha, com Béatrice Martins.

Jenny Silvestre estreou as peças “Magnificat em talha dourada” e “Horto sereníssimo”, de Eurico Carrapatoso, o conto infantil “O que aconteceu no Museu da Música…”, de Sérgio Azevedo, a peça “Inventio 2”, de Bruno Gabirro, e a versão para cravo da peça “O Natal da Nônô”, de Eurico Carrapatoso.

Sérgio Azevedo escreveu para a cravista a peça “Prelúdio e Festa”, que também estreou.

O violoncelista arménio Levon Mouradian é, desde 1999, titular da classe de violoncelo no Departamento de Artes da Universidade de Évora e integra o naipe de violoncelos da Orquestra Gulbenkian, em que toca um instrumento também do século XVIII, como o Stradivarius do Rei de Portugal.

Começou a estudar música aos seis anos, tendo prosseguido no Conservatório Tchaikovsky, em Moscovo, na classe de M. Khomitser.

Em 1986 foi premiado no Concurso Internacional Tchaikovsky, em Moscovo, e, em 1997, foi o primeiro classificado em Violoncelo no Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, na Covilhã.

Tocou com várias orquestras soviéticas, assim como com a Filarmónica de Budapeste, a da Arménia e a da Geórgia, a Sinfónica de Timisoara e a Orquestra Nacional do Porto.

Gravou obras de Bach, Beethoven, Dvorák, Debussy e Schostakovitch, entre outros compositores, para a RDP/Antena 2 e a discográfica Melody.

Este é o quarto concerto do ciclo dedicado a instrumentos históricos, "Um Músico, um Mecenas", que tem reunido músicos, construtores e especialistas no Museu da Música, em Lisboa.

@Lusa

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