O festival, que se prolonga até ao dia 10 de Julho, acontece sob o signo de duas efemérides às quais a organização se quis associar: os duzentos anos do nascimento de Franz Liszt, pianista virtuoso com fortes ligações a Portugal, e o centenário da morte de Gustav Mahler.

O festival abre hoje no Centro Cultural Olga Cadaval com uma apresentação com o musicólogo Rui Vieira Nery.

Grande parte da programação girará em torno de Liszt e Mahler com a presença de convidados internacionais, como o pianista australiano Leslie Howard, o único que até hoje gravou a obra integral do compositor Franz Liszt.

Leslie Howard dará sete recitais dedicados ao compositor húngaro, sendo no último, no dia 29 no Palácio Nacional de Queluz, acompanhado do Coro Gulbenkian.

A integral da obra de Liszt está editada em quase uma centena de discos pela Hyperon Records, num projeto que lhe tomou 14 anos de vida.

O festival convidou o pianista Sequeira Costa, discípulo do compositor português Vianna da Motta (que por sua vez foi discípulo de Liszt), a atuar no encerramento, a 10 de julho, no Palácio Nacional de Queluz.

Do programa dedicado a Gustav Mahler, destaca-se a presença do Octeto de Leipzig, com o tenor Markus Petsch e o barítono Stephan Genz, e o Quarteto Erlenbusch, que interpretará com o jovem pianista israelita Matan Porat a escassa obra que Mahler compôs para piano.

A Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção da maestrina Julia Jones, e com a pianista Lilian Akopova (vencedora do prémio Vianna da Motta 2010), recordarão a primeira sinfonia de Mahler.

Apesar da música ser o atrativo do Festival de Sintra, a singularidade do evento reside nos locais onde decorre, como a Quinta da Regaleira, o Palácio Nacional de Sintra e as igrejas de São Martinho e da Ulgueira.

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