Na origem do “ano sabático” está o facto de a organização não ter conseguido reunir as condições necessárias à realização do evento.

A direção do festival faz saber, no entanto, que “não se trata duma desistência, apenas de uma paragem forçada”, visto acreditar cada vez mais no potencial e relevância do projeto. “Contudo, realizá-lo sem que possa cumprir os objetivos a que se propõe, ao nível da intervenção cultural e social, seria desrespeitar o nosso trabalho e o de todos os que nele têm estado envolvidos”, faz saber num comunicado onde pode ainda ler-se:

“Nos últimos cinco anos, o Festival Silêncio afirmou-se como um evento internacional e pluridisciplinar em torno da palavra, com uma produção independente e autónoma. Investimos num modelo de financiamento diversificado, tendo conseguido que menos de 20% dos custos financeiros derivassem de apoios públicos inteiramente canalizados para a programação, sendo os restantes cobertos por apoios privados, bilheteiras e pelo esforço e dedicação dos artistas convidados e produtores. Obviamente, hoje não sentimos esse esforço correspondido.

Desde a sua 1ª edição em 2009, cerca de 220 artistas, escritores, académicos e músicos nacionais e internacionais participaram em mais de 170 eventos inseridos numa programação transdisciplinar com concertos, espetáculos multimédia, mostras de cinema, performances, workshops, masterclasses, arte urbana, lançamentos de livros, leituras, debates e conferências.

Resta ainda sublinhar que as ações que o Festival Silêncio apoia e cuja programação se estende ao longo do ano, nomeadamente o Lisboa Capital República Popular, os Poetas do Povo e o Poetry Slam — área em que foi pioneiro e cuja primeira final nacional terá lugar no próximo dia 6 de Julho de 2013 —, continuam a marcar presença na agenda cultural lisboeta.
Não queremos deixar de agradecer a todos os que nos apoiaram ao longo destas quatro edições, especialmente aos artistas e todos os participantes, mas igualmente à EGEAC e ao público, cuja cumplicidade continuará a ser imprescindível nas edições futuras.

O desinvestimento na Cultura espelha um país sem visão e sem estratégia. Trabalhamos para regressar em 2014, a Lisboa, Capital da Palavra”.

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