"Com lágrimas, anuncio ao país que o meu amado pai, partiu esta manhã, em paz", escreveu a filha de Simón Díaz, na sua conta no Twitter.

O ministro venezuelano de Educação, Héctor Rodríguez, anunciou entretanto que todas as escolas do país vão realizar, na quinta-feira, uma "toada" em homenagem ao falecido.

Simón Narciso Díaz Márquez nasceu a 8 de agosto de 1928, em Barbacoas, povoação do sul do Estado de Arágua, 150 quilómetros a oeste de Caracas, sendo o oitavo filho de uma família humilde.

Conhecido popularmente na Venezuela como "Tio Simón", Simón Díaz aprendeu o básico da música com seu pai, que tocava cornetim, e o incentivou na interpretação do "cuatro" venezuelano, instrumento típico, cordofone da família do cavaquinho português.

Apaixonado pela composição e a interpretação de boleros e de tangos, aos 17 anos Simón Díaz tocava regularmente com a Orquestra Siboney, onde chegou a ser vocalista, destacando-se pela capacidade de improvisação.

Com poesias dedicadas à paisagem, ao amor e à musicalidade própria dos Llanos (planícies) venezuelanos, Simón Díaz gravou mais de 70 álbuns.

"Caballo Viejo" ("Cavalo Velho") é um dos temas mais conhecidos de Díaz, traduzido em 12 idiomas, que ultrapassa as 300 versões, por artistas venezuelanos e de outros países.

Entre 1970 e 1980, Simón Díaz conduziu o programa venezuelano de televisão "Responde Tio Simón".

Foi distinguido com a Ordem do Libertador e a Ordem de Grande Cordão, no país de origem, e venceu um Grammy Latino pelo conjunto da sua obra.

@Lusa

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