Em 2012, o ex-Beatle lançou "Kisses on the bottom", um disco "jazzy" em que recriava canções dos anos 20, 30 e 40. Depois do álbum voltado para o passado, McCartney havia prometido que a produção seguinte olharia para o futuro. E "New", seu primeiro disco com canções originais em seis anos, confirma a promessa.

A internet tem transformado a forma como os jovens artistas fazem música, misturando sem distinção as suas próprias criações com géneros e estilos diferentes. Com "New", que será apresentado oficialmente em Londres, Paul McCartney faz o mesmo, mas com estilos que ele mesmo ajudou a criar.

Entre as 12 canções de "New" há acenos aos Beatles, aos Wings e à carreira a solo, mas em versões atualizadas e trabalhadas por quatro produtores.

"A ideia inicial era colaborar com produtores de quem aprecio o trabalho, para ver com qual me sairia melhor. Mas acabei por me dar bem com todos", revelou "Macca" à imprensa.

"Fizemos algo realmente diferente com cada produtor. Não tinha alternativa e terminei a trabalhar com os quatro. Passámos bons momentos de maneiras diferentes", contou.

McCartney escolheu produtores de estilos radicalmente opostos.

Mark Ronson, o mais conhecido dos quatro, tem uma uma forte influência da soul e ganhou fama ao produzir "Back to black", de Amy Whinehouse.

Paul Epworth, um dos favoritos da cena pop inglesa, é o produtor por trás de trabalhos dos Bloc Party, Florence and The Machine e do álbum "21", de Adele.

Mais voltado para o rock e a folk, Ethan Johns trabalhou com os Kings of Leon, Joe Cocker e Ray Lamontagne.

O último deles, Giles Martin, que produziu metade do álbum, é o filho do lendário produtor dos Beatles George Martin.

"Appreciate" (Giles Martin) é um longo tema psicadélico, electro e experimental. A frágil e despojada "Hosanna" (Ethan Johns), a subtil "Queenie Eye" (Paul Epworth), assim como "Alligator" e "New" (ambas produzidas por Mark Ronson), com forte influência dos Beatles, são outros temas do disco.

"É engraçado que quando meto o álbum a tocar, as pessoas fiquem surpreendidas. Muitas canções são variadas e não lembram necessariamente o estilo com o quel me identificam", disse o cantor.

"Gostei muito de fazer o álbum. É fantástico ter a sorte de estar no estúdio com novas canções e produtores tão 'cool'. Foi muito divertido", competou o ex-Beatle.

@AFP

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