O concerto, que inclui peças de Boccherini e Mozart, constitui uma dupla estreia do pianista que, pela primeira vez, toca no Clementi e se apresenta com a orquestra Divino Sospiro.

Natural do Porto, Pedro Burmester começou a tocar em recitais aos 10 anos e, desde então, já realizou mais de mil concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câmara e jazz, em Portugal e no estrangeiro, salienta em comunicado a Parques de Sintra-Monte da Lusa (PSML), empresa de capitais públicos, responsável pelo palácio e organizadora da Temporada.

Aluno de Helena Sá e Costa, terminou o Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto com 20 valores, em 1981. Posteriormente trabalhou, nos Estados Unidos, com os pianistas Sequeira Costa, Leon Fleisher e Dmitry Paperno, e frequentou “masterclasses” com pianistas como Karl Engel, Vladimir Ashkenazy, Tatiana Nikolayeva e Elisaberh Leonskaja.

Detentor de vários prémios nacionais e internacionais, Burmester é docente na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, na Escola Profissional de Música de Espinho e na Universidade de Aveiro.

O pianista conta com uma discografia de dez títulos, que inclui três CD a solo com obras de Bach, Schumann e Schubert, um em duo com Mário Laginha e três gravações com a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Em 1998, editou um CD a solo com obras de Chopin e, em 1999, gravou as dez sonatas para violino e piano de Beethoven, com Gerardo Ribeiro.

Em 2007, juntamente com Bernardo Sassetti e Mário Laginha, editou o CD e o DVD “3 Pianos”, gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O mais recente álbum data de 2010, com obras de Franz Schubert e Robert Schumann.

Do programa do recital no Paláio de Queluz consta o Concerto para pianoforte e orquestra, KV 595, em Si Bemol Maior, de Wolfgang Amadeus Mozart, "La Musica Notturna di Madrid”, de Luigi Boccherini, e a Sinfonia n.º6 em Ré maior, “Le matin”, de Franz Joseph Haydn.

A orquestra Divino Sospiro, com sede no Palácio de Queluz, foi criada há dez anos, com o objetivo da interpretação historicamente informada de diferentes repertórios, é dirigida pelo maestro italiano Massimo Mazzeo, e é constituída por 23 músicos.

A Divino Sospiro já atuou em diferentes salas e festivais nacionais e internacionais, designadamente no Festival d’Ile de France, em Paris, na Folle Journée de Nantes e nos encontros de Música de San Lorenzo del Escorial, em Espanha e no Festival d’Ambronay, em França.

A orquestra tem efetuado várias gravações para a Radio France, Antena 2, RTP e canal Mezzo, além de ter gravado vários CD, designadamente de música portuguesa setecentista, para a discográfica Dynamic.

Orquestra residente do Centro Cultural de Belém, estreou em audição moderna em 2012 e no ano passado, respetivamente, as oratórias “Morte d’Abel” e “Gioas, Re di Giuda”, de Pedro Avondano.

Segundo fonte da organização, 380 pessoas assistiram aos quatro concertos realizados no âmbito deste ciclo que encerra no sábado.

@Lusa

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