Acompanhada de um ensemble de luxo em palco, Rita Redshoes apressou-se a cumprimentar as cerca de duas centenas de pessoas que estavam presentes na discoteca à beira rio com um "boa noite" tímido, seguido de um sorriso encantador. “Estás linda!”, ouviu-se, de uma voz no meio da penumbra, que arrancou mais um sorriso corado.

“Life Is a Second of Love”, a intro do novíssimo trabalho da artista, abre as hostilidades, prometendo um concerto «daqueles». “Broken Bond”, o single de lançamento, surge colado à intro, fazendo o público sentir que estava a ouvir o álbum novo, mas com aquele friozinho na barriga que se sente num espectáculo ao vivo. “Como estão todos? Estão com calor?”, perguntou Rita, entretanto, e alguém responde: “Não! Está frio!”. “Frio? Isso é porque vocês não estão a dançar!”, remata Rita, antes de pedir para baixar a intensidade do ar condicionado.

“No Matter What”, “White Lies” e “Blood Deal” - também do álbum novo - seguiram-se no alinhamento, acompanhadas de “You Should Go” e “Jungle”, saídas directamente do álbum “Lights & Darks”, de 2010.Mas apresentação de disco que é apresentação de disco quer-se com surpresas e a que aconteceu no Lux veio diretamente do outro lado do Atlântico. Gui Amabis, o produtor do novo disco, juntou-se aos presentes para cantar “Curve Dance Dreams”, a solo, e “Crepúsculo”, com a companhia da anfitriã. Ambos os temas são da autoria do músico brasileiro, que tem raízes bem portuguesas – os seus avós tinham sangue lusitano. Numa troca de carinhos, Gui agradece a oportunidade à menina-senhora, informando ainda os presentes que esta colaboração permitiu-lhe vir pela primeira vez a Portugal e conhecer parte da família portuguesa que desconhecia.

“Witch” e “Woman, Snake” surgem bem antes de se revisitarem dois clássicos: “Choose Love” e “Captain of My Soul”, que fecharam o espectáculo. Um agradecimento sentido a todos os presentes, de mão ao peito, mais um sorriso encantador, e Rita abandona o palco.
Nem um minuto se perdeu em pedidos de regressos e o comité de músicos volta ao palco. Mais uma volta de agradecimentos e pedidos para dançar, com Rita a confessar precisar, novamente, do ar condicional ligado, provocando o público e dizendo que só ela tem estado a dançar.

Era prometido, para o alinhamento,“The Beginning Song” e“Hey Tom”, mas Rita trocou as voltas aos curiosos que espreitavam as setlists espalhadas pelo espaço. “Hey Tom” marcou o regresso ao palco e, em substituição de uma das mais queridas do público, repetiu-se “Broken Bond”, "porque eu gosto mesmo muito desta música e, como tal, vou tocá-la duas vezes”.

Apesar de não ter enchido para a apresentação do álbum, o Lux Frágil foi tudo menos frágil, numa noite em que o poder feminino se sentiu. E tão bem!

Texto e fotografias: Marta Ribeiro

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