A separar os primeiros discos dos artistas que vão atuar na elevação sobranceira ao Douro, estão quase 30 anos, já que o primeiro disco da banda de blues-rock é de 1967, um ano antes de nascer Tricky, que viria a estrear-se com “Maxinquaye”, em 1995.

Tricky, aliás Adrian Thaws, está a efetuar uma digressão europeia para promover o novo álbum a lançado em maio, “False idols”, que interrompe um silêncio de três anos desde “Mixed race” e que é assumido como regresso às suas origens e ao som que o notabilizou na década de 1990, quando foi sinónimo de um género musical, o trip-hop.

“Chamá-lo [a “False Idols”] o ‘Maxinquaye’ para a meia-idade, parece um pouco simplista, mas este álbum realmente retorna à etérea intensidade, quase frágil, que marcou a sua bem-amada estreia de 1995, com a perspetiva mais solene de um homem adulto que se sentiu como se tivesse perdido a caminho”, escreveu a revista de música eletrónica Pitchfork.

“Estive perdido uma eternidade”, escreveu Tricky no seu sítio oficial. “Estava a tentar provar alguma coisa às pessoas, a tentar agradar-lhes e agradar a mim próprio ao mesmo tempo, o que nunca iria resultar. Para ser honesto, tenho andado a vaguear desde Chris Blackwell e a Island. Os meus dois últimos álbuns, eu pensava que eram bons, mas agora que percebo que não. Este álbum é acerca de me encontrar comigo outra vez”.

À semelhança do que já vinha a vindo a acontecer em anteriores registos, Tricky reuniu-se de vários amigos, para dar voz às suas canções, muitos deles jovens artistas – Peter Silberman, vocalista e líder dos The Antlers, a nigeriana Nneka e ainda dois nomes da sua nova editora a também designada “False Idols”, Fifi Rong e Francesca Belmonte.

Já os Tem Years After vão atuar hoje sem um dos seus fundadores, falecido recentemente, Alvin Lee, o mítico guitarrista que há muito deixara a banda, depois de ter sido a sua principal figura. A sua atuação em Woodstok com o tema “I’m going home”, em que o rock, os blues e o jazz entravam em choque em dez minutos explosivos, é um dos momentos memoráveis do festival.

Sem Alvin Lee, que chegou a atuar em 2009, em Gaia, inserido no Douro Blues, os Ten Years After trazem os fundadores Leo Lyons, Chick Churchill e Rick Lee, acompanhados pelo guitarrista Joe Gooch. Vai ser assim possível ouvir temas como “Love Like A Man” and “I’d Love To Change The World”, para além do histórico “I’m Going Home”.

@Lusa

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