Charlie Sheen confirmou na terça-feira no programa Today Show que é seropositivo.

Eram 7h39 em Nova Iorque (12h42 em Lisboa) quando o ator fez a revelação ao jornalista Matt Lauer: “Gostaria de admitir que, de facto, sou seropositivo”.

Durante a entrevista, Sheen indicou que conhece o diagnóstico há quatro anos e que tudo começou por dores de cabeça e suores, julgando que tinha um tumor no cérebro.

Vítima de chantagem, pagou para comprar o silêncio de algumas pessoas, indicando que estava a falar para acabar com o estigma, ataques, meias verdades e chantagens.

Um dos exemplos que deu foi o de uma prostituta que esteve em sua casa e tirou uma fotografia aos medicamentos antirretrovirais que tinha na casa de banho, ameaçando vendê-la à imprensa.

O ator afirmou ainda que não sabe como contraiu o vírus e que teve sexo sem proteção apenas com duas mulheres após o diagnóstico, mas que estas sabiam e foram tratadas pelo seu médico, reiterando que é "impossível" ter infetado alguém sem o seu conhecimento.

No entanto, o facto de lidar com preservativos e confiar a informação a outras parceiras conduziu a traições e chantagens que revelou instantes mais tarde terem-lhe custado dez milhões de dólares

Questionado por Matt Lauer sobre se se sentia aliviado após fazer a revelação, respondeu "Mais do que julgava possível".

Salientando que não tem sida, apenas um "nível indetetável" do vírus no sangue que o deixa vulnerável ao síndrome, indicou que está a tomar quatro comprimidos por dia, no que é conhecido por "cocktail triplo", e não se droga, embora ainda consuma álcool, o que "petrificou" o médico que o acompanhou na entrevista.

As antigas esposas, Denise Richards e Brooke Mueller, foram informadas, bem como a mais velha dos cinco filhos.

Baseado "no que me tem acontecido", Charlie Sheen disse estar ciente que se vão seguir processos em tribunal, mas reconheceu que não ter divulgado o que se estava a passar era a razão para a sua atual condição.

"Não é bom, mas sou um sobrevivente. É outro capítulo da minha vida."

Durante o programa, Matt Lauer começou a ler as mensagens de apoio que estavam a chegar e Sheen reconheceu que "se existia um homem neste planeta para ter isto era eu. Não vou ser o símbolo disto, mas não vou fugir".

A primeira parte da entrevista.


Uma vida de excessos

Pessoas próximas da estrela dizem que a sua situação era um "segredo aberto".

Em agosto de 2014 que começaram a circular rumores em Hollywood de que um importante ator que se gabava do seu sucesso junto das mulheres era seropositivo, mas pagava para esconder a informação com medo de ser odiado pelos fãs e enfrentar milionários processos judiciais de antigas amantes.

Desde então, o rumor sobre "a estrela finalmente apanhada pelo seu estilo de vida" permaneceu em vários blogues e sites sobre celebridades até que, no início de novembro, alguns começaram a associar o nome de Sheen ao potencial escândalo.

Ontem, foi a vez do National Enquirer fazê-lo on line, prometendo todas as revelações para o número que vai chegar esta quarta-feira às bancas.

Charlie Sheen, que fez 50 anos a 3 de setembro, tornou-se uma estrela de cinema com "Platoon - Os Bravos do Pelotão" em 1986, mas passou grande parte dos anos 1990 envolvido em excessos com álcool e drogas, fazendo as delícias dos tablóides.

A televisão ressuscitou a carreira, primeiro ao substituir Michael J. Fox, com a doença de Parkinson, nas duas últimas temporadas de "Cidade Louca" (2000-02) e, logo de seguida, com "Dois Homens e Meio", cuja personagem, Charlie Harper, era feita à sua imagem de rebeldia.

O sucesso foi tal que Sheen se tornou a estrela mais bem paga da televisão americana, mas os excessos descontrolaram-se e conduziram ao seu despedimento em 2011, a que se seguiram muito públicas e bizarras explosões emocionais.

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