Iniciativa do Teatro Amador de Pombal (TAP), o Encontro de Teatro de Pombal regressa em 2022 “num contexto em que é difícil fazer acontecer”, admite à agência Lusa o responsável pela companhia, Humberto Pinto.

“Realizar o Encontro de Teatro só é possível porque o TAP é, há mais de 45 anos, resiliente”, diz o também ator e encenador, que lembra a “luta diária” da estrutura face ao evoluir da pandemia e à atual volatilidade das condições em que é admitida a realização de espetáculos:

“De um momento para o outro, o trabalho que os elementos do TAP têm realizado, ao longo dos últimos meses, pode não chegar onde mais queremos, que é a todos aqueles que seguem o nosso trabalho, que gostam de ver teatro e que sabem que a cultura é entretenimento, aprendizagem e crescimento”.

Por isso, o Encontro de Teatro de Pombal é também, nos dias que correm, como uma “vacina”.

“Tal como as outras [vacinas], teatro só faz bem à nossa saúde”, vinca Humberto Pinto.

Por isso, para esta nona edição, o TAP preparou uma dose reforçada de teatro, a apresentar entre os dias 13 e 16 de janeiro.

“Temos um ‘menu’ especial porque, em vez das tradicionais três sessões, vão acontecer quatro”, realça.

O Encontro de Teatro de Pombal decorre no Teatro-Cine de Pombal e começa na quinta-feira, às 21:30, com “8.º mandamento”, pelo ADAC Teatro. “Um espetáculo que tem como ponto de partida um texto dos Génesis, onde os atores têm liberdade criativa para explorar o espaço cénico e a dramaturgia, sendo a encenação de Gabriel Bonifácio”, avança Humberto Pinto.

Sexta-feira, à mesma hora, “Magalhães e Elcano”, do Ajidanha, de Idanha-a-Nova, recria em Pombal a viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, com encenação bem-humorada de José Carlos Garcia.

“Não há assassinos no paraíso”, de Gambuzinos com 1 Pé de Fora, sobe ao palco às 21:30 de sábado. A peça da companhia da Benedita, também com encenação de José Carlos Garcia, combina os registos cómico e dramático para “contribuir para que a história não se repita”, explorando “as circunstâncias que permitiram, a déspotas como Hitler ou Estaline, rasgarem a garganta a milhões de pessoas”, frisa o organizador do encontro.

A fechar, domingo, às 17h00, o TAP serve, ele próprio, “O banquete” onde, com encenação de António Oliveira e Julieta Rodrigues, ora se revela ora se oculta a força e a fragilidade humana recorrendo ao “humor subtil, ironia e momentos absurdos”.

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