Referindo-se ao próximo disco, ainda sem nome, a intérprete afirmou: "Aventuro-me noutras sonoridades, sem nunca largar aquilo que é a minha impressão digital, o fado tradicional”.

No próximo dia 09, a criadora de “Dia Estranho” sobe ao palco do Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, "uma sala importante" para a artista, onde ganhou a Grande Noite do Fado, em 2005.

No S. Luiz “vou cantar os temas que sei que gostam de me ouvir cantar, e fazem parte do meu repertório, e apresentar o que será o meu novo álbum, que será um bocadinho diferente, não fugindo à minha raiz, mas que vai ter cordas, piano, percussão, e representa para mim um desafio, que é sair da minha zona de conforto, que é o fado tradicional”, disse.

“Sou uma fadista tradicional e acho que nunca vou ser uma cantora abrangente, mas posso sempre tentar, e se olhar para aquela que é o nosso maior exemplo, Amália Rodrigues, sem me comparar com ela - a Amália cantava tudo, sem nunca deixar de ser fadista. Para mim foi desafiante cantar algo que não me é tão natural, e que exige uma maior concentração. Vamos tentar”, disse Filipa Cardoso, que atualmente protagoniza o musical “Severa”, de Filipe la Féria, em cena no Politeama, em Lisboa.

“O fado estará lá sempre, é a minha impressão digital”, sublinhou, garantindo que o seu maior medo “é defraudar o público”.

“Irem à procura da Filipa Cardoso fadista, e ouvirem canções, acho que isso nunca me vai acontecer”, acrescentou.

O novo álbum será a estreia do guitarrista Ângelo Freire, como produtor, e deve sair em junho, adiantou a intérprete, que já escolheu alguns autores, entre os quais José Luís Gordo, Mário Rainho, António Zambujo, Jorge Cruz, Maria do Rosário Pedreira, Paulo Abreu de Lima, Jorge Fernando e João Pedro Pais, com quem irá gravar um dueto.

No palco do S. Luiz, Filipa Cardoso vai ser acompanhada pelo trio habitual de fado, Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Pedro Soares, na viola, Marino de Freitas, na viola baixo, e ainda um quarteto de cordas, o percussionista Sertório Calado e o pianista Valter Rolo.

Filipa Cardoso começou a cantar aos 15 anos, nas casas típicas do bairro lisboeta de Alfama e, em 2005, depois de um afastamento do meio fadista, ganhou o Grande Noite do Fado.

Nesse mesmo ano foi a “atração nacional” na revista “Arre Potter que é Demais!!!”, no Teatro Maria Vitória, à qual se seguiu “A Revista é Liiiinda” e “Já Viram Isto”, no mesmo teatro.

Foi também em 2005 que se estreou discograficamente, com “Fragmento do Fado”, e quatro anos depois editou “Cumprir Seu Fado”, que contou com um dueto com Argentina Santos, “Fado da Herança”.

Em 2014 voltou ao teatro, desta feita na peça “Tropa-Fandanga - Uma revista à portuguesa do Teatro Praga”, levada à cena no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

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