Depois de um ano de silêncio em que tratou da sua saúde mental, West reapareceu em abril com declarações polémicas, ao tornar-se uma das poucas celebridades negras a apoiar o presidente Donald Trump.

A 1 de junho, West regressou aos discos com o seu oitavo álbum de estúdio, "Ye", em que revelou a sua faceta mais íntima abordando as suas inseguranças, com apenas sete faixas, que o mostraram menos ambicioso do que quando lançou um sucesso atrás de outro há uma década.

A estrela do rap cumpriu o calendário previsto no seu Twitter ao lançar outro disco de sete canções esta sexta-feira, em colaboração com Kid Cudi, chamado "Kids See Ghosts".

Enquanto "Ye" evoca o soul e os ritmos dançáveis de um West do início, "Kids See Ghosts" é mais uma obra de Kid Cudi, cuja eletrónica acentua os reflexos obscuros nas suas rimas.

Um das faixas, "Freeee (Ghost Town Part 2)", começa com uma declaração do ativista do início do século XX Marcus Garvey, um dos líderes do movimento rastafári. Depois a dupla diz que encontrou a paz.

"Já não sinto dor! Adivinha? Sou livre!", cantam.

O álbum termina com uma faixa baseada em "Burn the Rain" de Kurt Cobain, um riff de guitarra acústica lançado como parte do documentário "Montage of Heck" sobre o falecido vocalista dos Nirvana.

Mostrando estar sempre atento à atualidade, West insere uma frase na canção a saudar Alice Marie Johnson, uma mulher que passou quase 22 anos presa por um delito não violento de tráfico de drogas e que teve a sua sentença comutada por Trump na quarta-feira após um apelo da esposa de West, Kim Kardashian.

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