Müller, o ator que mais vezes representou nos espetáculos da La Fura dels Baus, sofria há dez anos de uma doença pulmonar hereditária, que acabou por o matar.

Nascido em Weiterdingen, na Alemanha, em 1955, foi para Barcelona estudar dança contemporânea e mímica no Institut del Teatre, e participou na criação e representação dos primeiros espetáculos de La Fura dels Baus, criando a linguagem característica da companhia, com raízes na dança japonesa do pós-guerra Butoh e no chamado Teatro da Crueldade, em que é abolida a fronteira entre público e atores.

Durante a sua carreira, Jürgen Muller foi professor, dirigiu vários espetáculos, enveredou pelo teatro digital

A equipa da La Fura dels Baus lamentou a "triste perda" do seu colega, e deixou uma mensagem coletiva nas redes sociais em que declara: "Descansa em paz, 'furero'. Viva Jürgen Müller!".

Ao longo de 40 anos de existência, a companhia teatral levou à cena cerca de 500 espetáculos e projetos artísticos com a sua linguagem própria, entre os quais se destacam "Manes", peça fundamental da década de 1990, e óperas como "Karl V.", "Frankenstein", "Manon Lescaut", "Turandot" ou "Carmina Burana".

A companhia atuou por diversas vezes em Portugal, as mais recentes em 2018, no final do festival Super Bock Super Rock (SBSR), no Parque das Nações, em Lisboa, e em dezembro de 2019, com a sua versão de "Carmina Burana", apresentada no Campo Pequeno, também na capital.

La Fura dels Baus foi uma das atrações da Expo'98, nomeadamente com "Ombra", homenagem ao poeta andaluz Federico Garcia Lorca.

Jürgen Muller foi um dos responsáveis pelo espetáculo da companhia catalã, no fecho da Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012.

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