“O teatro português perde hoje um rosto e uma voz a que todos nos habituámos, dos palcos à televisão, mas também alguém que, com o seu incansável trabalho, levou o teatro e, com ele, a cultura a tantos lugares do nosso país”, considerou a ministra numa nota, enviando à família e amigos “sentidas condolências”.

Graça Fonseca destacou a estreia de Alberto Villar no teatro amador e o seu percurso profissional, “marcado por uma longa ligação ao Teatro Nacional D. Maria II”, onde participou em peças como “Auto da Geração Humana”, “O Judeu”, “Auto de Santo António”, “As Fúrias”, “Ricardo II” ou “Felizmente Há Luar”.

Alberto Villar foi ainda diretor de produção e diretor de cena no Teatro Nacional, onde trabalhou com Filipe la Féria, em “A Casa do Lago”, com os atores Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz, salientou.

A ministra realçou uma carreira com mais de 50 anos, durante os quais Alberto Villar participou em várias digressões, tanto pelo país como no estrangeiro, com as Companhias Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro, Metrul, Teatro de Todos os Tempos, Companhia Independente de Teatro e Teatro Experimental de Cascais.

A governante sublinhou que Villar foi também bolseiro do Ministério da Cultura em 1985, tendo estudado em Paris num curso de encenação e régie no Teatro Nacional de Chaillot.

Alberto Villar era o nome artístico de José Alberto do Espírito Santo, nascido em Leiria em 02 de novembro de 1933.

Villar estreou-se como amador no Grupo Miguel Joaquim Leitão, em Leiria, e, como profissional, em 1959, na companhia itinerante de Rafael de Oliveira, onde se manteve até 1961.

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