“Esta iniciativa realiza o sonho de muitos coros amadores em trabalhar diretamente com orquestras e maestros profissionais, interpretando uma obra de referência do repertório coral-sinfónico. Este 'Messias' participativo conta com duas centenas de coralistas, do Porto e de Braga, preparados pelos formadores do Serviço Educativo da Casa da Música, numa experiência que quebra as barreiras entre o palco e a plateia”, descreve a Casa da Música, numa nota informativa enviada hoje à Lusa.

Ainda nos últimos três meses do ano, estreia-se, na Casa da Música, a pianista Khatia Buniatishvili (5 de outubro, às 18:00) para antecipar a celebração do Ano Beethoven, que assinala os 250 anos do nascimento do mestre de Bona, com quatro das suas mais célebres sonatas: “Ao Luar”, “A Tempestade”, “Patética” e “Appassionata”.

O último trimestre da programação é ainda marcado pela apresentação de duas estreias nacionais de compositor alemão Jörg Widmann, a 19 de outubro (18:00).

“Clarinetista fora de série e compositor muito requisitado, Jörg Widmann regressa à Sala Suggia para interpretar 'Elegia', uma obra concertante que tem gozado de grande circulação na interpretação de orquestras prestigiadas de vários continentes. Os desafios colocados por esta composição são muitos, exigindo do solista uma agilidade ímpar na gestão de recursos expressivos como os multifónicos e os microtons”, descreve a Casa da Música.

De acordo com a instituição, a outra obra em estreia, "Babylon-Suite", “é a versão de concerto de uma ópera que evoca a diversidade e a confusão da cidade bíblica, mas também da sociedade multicultural em que vivemos hoje”.

A 1 de outubro, o Dia Mundial da Música é assinalado pelo Serviço Educativo, logo a partir das 10:00, na praça da Casa da Música, e, durante o resto do dia, noutros locais da cidade: estação de metro da Casa da Música (15:00), Mercado Temporário do Bolhão (16:00) e Auditório do Conservatório de Música do Porto (19:00).

A inspiração para este dia foi "In C", obra composta por Terry Riley há 65 anos, e “reconhecida como uma das mais importantes do movimento minimalista”.

Entre as suas particularidades, está “o facto de ter sido escrita sem instrumentação e duração definidas, permitindo que a cada interpretação corresponda uma obra nova”, refere a instituição.

A 13 de outubro, começa o Outono em Jazz, que conta com The Art Ensemble of Chicago, no dia 15, formação que este ano assinala os 50 anos de vida, continuando a acolher gerações de músicos pioneiros do jazz de vanguarda, sempre com os seus fundadores como referência -- de Lester Bowie e Joseph Jarman aos sobreviventes Roscoe Mitchell e Famoudou Don Moye --, sem esquecer outros músicos como Anthony Braxton, Henry Threadgill ou Wadada Leo Smith, que desenharam vias da música improvisada, através da sua estrutura.

"We Are On The Edge: A 50th Anniversary Celebration" foi o álbum lançado este ano pelo ensemble, que conta com quase duas dezenas de músicos, como Nicole Mitchell, Christina Wheeler, Jean Cook, Tomeka Reid, Silvia Bolognesi, Junius Paul e Dudù Kouaté, sem esquecer os históricos Roscoe Mitchell e Famoudou.

O Outono em Jazz abre com Theo Croker Star People Nation e Kevin Hays & Lionel Loueke, seguindo-se então, dois dias depois, a 15 de outubro, o concerto de The Art Ensemble of Chicago e o quarteto do saxofonista turco Ilhan ErsaHin com as suas "Istanbul Sessions".

The Art Ensemble of Chicago deverá apresentar-se no Porto com Roscoe Mitchell (saxofones e flauta), Don Moye (bateria e percussão), Hugh Ragin (trompete), Tomeka Reid (violoncelo), Brett Carson (piano), Silvia Bolognesi e Junius Paul (contrabaixo) e Dudu Kouaté (percussão africana).

No dia 30 atuam Manuel de Oliveira e o Quarteto Amado/Mcphee/Kessler/Corsano.

Os concertos do Outono em Jazz têm sempre início às 21:00.

O ciclo À Volta do Barroco inclui sete concertos, a começar, a 02 de novembro, o programa "A Oratória de Mendelssohn" (18:00), que diz respeito à apresentação da oratória "Paulus", para solistas, coro e orquestra do compositor do Romantismo alemão, que resgatou a "Paixão Segundo São Mateus", de Bach, para a modernidade.

Um 10 de novembro, o ciclo inclui "A Arte da Fuga", de Bach, e "Anamorphoses", de Johannes Schöllhorn.

No próximo dia 27 de setembro (21:00), a Orquestra Sinfónica do Porto retoma a integral das Sonfonias de Piotr Ilitch Tchaikovski, com a 4.ª, integradas num programa de variações sobre o universo do compositor russo, de Mozart a Arensky. A direção será do maestro venezuelano Carlos Izcaray, laureado dos concursos de Aspen e Toscanini.

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