Esta pergunta pode aludir facilmente ao jogo das nossas adolescências e alturas mais infantis, mas o teor é totalmente outro. A sala 3 do Cinema S. Jorge virou Blackout Room, e tínhamos de ver - quer dizer, ouvir - Benjamim numa sala completamente às escuras.

Ainda faltavam 20 minutos para o concerto e a fila já se alongava pelas escadas do S. Jorge, o que levou muita gente a ficar sem saber se teria oportunidade para entrar: afinal de contas eram só 160 lugares e nem mais uma viva alma, já que a experiência era sentada (desilusão pequena, já que se pensava que eram lugares em pé).

Pois bem, após a subida do Luís Nunes ao palco, sob a persona de Benjamim, lá se desligaram as luzes, fez-se o anúncio de não usar qualquer dispositivo com luz (como telemóveis e etceteras) e lá se começou a viagem. “Isto é assustador, tocar sem ver” – disse Benjamim que alertou para a possibilidade de alguns acordes saírem ao lado. O que não aconteceu e ainda bem.

A experiência foi curta mas intensa. Desde o Auto Rádio ao Wolkswagen (dedicado ao carro do Benjamim, já que ontem houve alguém que bateu e fugiu), a voz intensa e profunda de Benjamim encheu a sala. Para o fim ficou guardado o Quinito foi para a Guiné, que terminou de uma forma peculiar. A lembrar os Cem Metros Sereia dos Linda Martini, todos queriam saber afinal para onde foi o Quinito.

Luzes acesas, espectáculo terminado. "Isto quer dizer adeus." À saída, só se pode dizer que o resultado foi positivo, e que esta experiência nova aqui nos certames lusos tem tudo para repetir numa outra edição.

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