The Legendary Tigerman (Paulo Furtado) partilhou uma mensagem de despedida e agradecimento a Zé Pedro, acompanhada de uma fotografia do músico. “Querido Zé, obrigado por todo o carinho e amizade que deixaste no mundo. És insubstituível e a tua partida deixa uma ferida enorme na música portuguesa e nos nossos corações. Adeus, meu querido, obrigado por todas as bonitas palavras que trocámos”, escreveu.

O ‘rapper’ Ace recorda que passou a pré-adolescência e adolescência “com muito rock”, e que os Xutos eram uma das poucas bandas que as pessoas da sua geração, com a “inclinação para o rock, consumiam daquilo que se fazia em Portugal”. Mais tarde, teve o “privilégio” de pisar o mesmo palco que a banda e o “‘teenager’ de há alguns anos enchia-se de orgulho”.

“Tive o prazer de conversar algumas vezes com o Zé Pedro. Não sou um profundo conhecedor da pessoa que é, mas sei o que fez pela música nacional. E sei o quão bem me tratou quando nos cruzámos. A palavra humildade é muitas vezes usada fora de contexto, a meu ver. No seu caso, não. Super amável, simpático e humilde. Interessado e interessante. Que descanse em Paz. Rock in Peace”, escreveu o ‘rapper’ e um dos fundadores dos extintos Mind Da Gap.

Também Carlão, um dos ‘MC’ dos Da Weasel, aproveitou as redes sociais para se despedir de Zé Pedro, com um “abraço”. “Vamos sentir a tua falta, mas viverás para sempre connosco nas memórias boas que guardamos tuas. Até um dia destes”, referiu.

A fadista Gisela João, lembrando que era “muito apaixonada” por Zé Pedro “quando era miúda”, contou o “prazer que foi” quando conheceu o músico. “Dizia que gostava de me ouvir cantar e eu até tinha vontade de chorar de o ouvir a dizer aquilo (sim tive um poster dele em miúda)”, referiu.

Apesar de ser apenas um “conhecido”, a fadista “sentia-o como um amigo”. “Porque a forma como todas as pessoas que lhe eram muito próximas falavam dele só deixavam bem claro que, como eu o via, era mesmo verdade, era mesmo um gajo do carailho [sic]!”, escreveu, aproveitando para agradecer a Zé Pedro “pela música” e “pelos sorrisos”.

O músico e produtor Diogo Clemente ficou grato a Zé Pedro por ser “um exemplo do que é estar na música e evangelizar a luz e boa ‘vibe’”, e lamenta que “as grandes referências, já que não podem ser eternas, pelo menos deviam ter o justo tempo de vida”.

David Fonseca lembra que “era difícil não sorrir com ele [Zé Pedro] por perto, tal era a alegria contagiante que transportava sempre consigo”.

“Uma das pessoas mais bonitas e carismáticas do mundo da música, do mundo todo. Um grande abraço a toda a sua família e amigos. Zé Pedro, até sempre”, afirmou.

O fadista Camané foi mais parco em palavras escrevendo um “até breve”, a acompanhar uma foto do guitarrista dos Xutos. O mesmo fizeram os Linda Martini, Afonso Rodrigues, dos Sean Riley and the Slowriders, e Sérgio Gosinho. Partilhando fotos de Zé Pedro, os primeiros escreveram “Para sempre.”, o segundo “#a lenda” e, o terceiro, “abraço Zé”.

A cantora Carolina Deslandes citou uma das músicas dos Xutos, “Não sou o Único”, escrevendo “e quando as nuvens se abrirem, vais ver, o sol brilhará". Também Gimba, dos Afonsinhos do Condado e Irmãos Catita, num adeus a Zé Pedro, disse adeus à “vida malvada”. Para a cantora Aurea hoje foi um “dia triste”.

Também Tony Carreira lamentou a morte do guitarrista dos Xutos & Pontapés com que, recorda, esteve em agosto, altura em que recebeu de Zé Pedro “um dos abraços mais sentidos” da sua vida.

“Tinha com o Zé Pedro uma afinidade enorme e hoje sinto uma profunda tristeza. Além de um grande músico, perdemos, indiscutivelmente, um grande ser humano”, escreveu.

Os dois filhos do cantor, os músicos Mickael e David, também deixaram um “até sempre” ao guitarrista de uma das bandas portuguesas com anos de atividade.

O guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, morreu hoje, em Lisboa, aos 61 anos, disse à Lusa fonte próxima da família.

Zé Pedro estava doente há vários meses, mas a situação foi sempre mantida de forma discreta pelo grupo, tendo só sido assumida publicamente no passado dia 04 de novembro, no derradeiro concerto do músico, no fecho da digressão dos Xutos & Pontapés, no Coliseu de Lisboa.

José Pedro Amaro dos Santos Reis nasceu em Lisboa, em 14 de setembro de 1956, numa família de sete irmãos, “com um pai militar, não autoritário, e uma mãe militante-dos-valores-familiares”, como recordou num dos capítulos da biografia “Não sou o único” (2007), escrita pela irmã, Helena Reis.

No final na década de 1970, Zé Pedro, com Zé Leonel e Paulo Borges, decidiu criar uma banda, batizada Delirium Tremens. Passou depois a chamar-se Xutos & Pontapés, com a entrada de Kalú e de Tim para o lugar de Paulo Borges. O primeiro concerto realizou-se há 38 anos, em 13 de janeiro de 1979, nos Alunos de Apolo, em Lisboa.

O velório do guitarrista dos Xutos & Pontapés realiza-se na sexta-feira, a partir das 16:00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde, no sábado, será celebrada missa de corpo presente, pelas 14:00. O funeral e a cerimónia de cremação são reservados à família.

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