O corpo do ator Pedro Lima foi encontrado na manhã deste sábado, dia 20 de junho, na Praia do Abano, no Guincho, confirmou a TVI ao SAPO Mag. As causas da morte ainda não são conhecidas.

Segundo fonte da Autoridade Marítima, pessoas próximas do ator manifestaram de manhã, cerca das 8h20, à PSP a sua preocupação pela ausência de Pedro Lima, por causa de uma carta deixada por este, tendo a esta força de segurança alertado a Polícia Marítima e o capitão do Porto de Cascais acionado os meios de busca.

A TVI já lamentou a "partida inesperada e brutal", num "dia chocante que abre uma tormenta de emoções e deixa um pesar enorme entre todos".

Nas redes sociais, Nuno Santos, diretor de programas da TVI, também reagiu à morte do ator. "O Pedro Lima partiu. Uma partida inesperada e brutal. É um dia chocante que abre uma tormenta de emoções e deixa um pesar enorme entre todos. Todos, sem exceção. A TVI endereça à família, neste momento de dor imensa, sentidas condolências.O Pedro era um dos mais versáteis atores da sua geração. E um operário desta indústria, no cinema , no teatro e na televisão. Sempre disponível, sempre afável, sempre pronto para trabalhar. A sua relação com a TVI tinha mais de duas décadas, mas cada projeto parecia ser sempre o primeiro", escreveu na sua conta no Instagram.

"Um duplo golpe na comunidade teatral"

O diretor artístico do Teatro de Almada, Rodrigo Francisco, considerou hoje que a morte de Pedro Lima é "um duplo golpe na comunidade teatral" do país.

"Para além das suas qualidades na vida e no palco, o Pedro era também um indefetível espectador de teatro: amava acompanhar o trabalho dos seus colegas, e raramente perdia uma oportunidade para assistir aos espetáculos que vinham de fora. Como artista e desportista que era, gostava de emular-se com os melhores", comentou Rodrigo Francisco à agência Lusa.

O diretor artístico do Teatro de Almada lembrou que naquela companhia Pedro Lima interpretou textos de Mamet, Hemingway, Vichnievski e Strindberg.

"Em todos os elencos que integrou, ofereceu-nos a sua alegria, o seu rigor, a sua generosidade, o seu carinho e a sua ímpar capacidade de trabalho. Perdemos um de nós. O Pedro vai faltar-nos no palco e nas plateias", disse Rodrigo Francisco, enviando condolências à família e amigos do ator.

"Minúcia e rigor"

O encenador Jorge Silva Melo elogiou hoje a “minúcia e o rigor” de Pedro Lima como ator, com quem trabalhou em dois espetáculos de teatro, e destacou o carinho e amizade que deixava em todos os que consigo trabalhavam.

“Trabalhei com o Pedro em dois espetáculos, um na Assembleia da República e em Inverno, de Jon Fosse, e só tenho boas recordações dele. Muitíssismo bom trabalhador, dizia sempre ‘não tenho talento, tenho de trabalhar mais’, o que não era verdade”, disse Jorge Silva Melo à Lusa.

Jorge Silva Melo

Segundo o encenador, quer nos espetáculos em que trabalhou com o ator quer naqueles em que apenas foi espectador - recordou ‘Negócio Fechado’, de David Mamet, a que assistiu no Teatro Municipal Joaquim Benite (Almada) - "o que impressionava era a minúcia com que trabalhava, o rigor” de Pedro Lima.

Também do ponto de vista humano, Silva Melo guarda “as melhores recordações” e foi em choque que recebeu a notícia, lamentando não o ter abraçado recentemente. “Adorava o Pedro, fiquei muito chocado e a amaldiçoar-me porque não estive com ele recentemente, não o abracei. Em todos os espetáculos que fez teve o carinho e a amizade de todos os que trabalhavam com ele, é raro haver respeito total, era um homem realmente digno e honesto”, afirmou.

Segundo Jorge Silva Melo, era habitual estar com Pedro Lima no almoço do seu aniversário, em abril, que este ano não aconteceu devido à pandemia de COVID-19. Um dos convidados habituais do almoço de aniversário era Manuel Cavaco, que, contou Jorge Silva Melo, foi quem "descobriu" Pedro Lima para a representação quando numa novela precisavam de um homem jovem de "bom ar" e se lembrou dele.

Amigos e colegas lamentam morte nas redes sociais

"Não pode, não pode, não pode ser. Meu querido Pedro. Sempre com este sorriso, um abraço sincero, só a querer ser feliz. Um grande beijinho no coração à Ana e aos filhos. Isto é muito triste. Estou chocada", frisou a apresentadora Cristina Ferreira nas redes sociais.

Na sua conta no Instagram, Nuno Markl também reagiu à morte do ator de 49 anos. "Em choque total com a notícia da morte do Pedro Lima. Começámos juntos, eu como guionista, ele como apresentador, ambos verdíssimos na vida e no trabalho, no Magacine da RTP. Mais tarde, ele incumbiu-me de uma das tarefas mais marcantes da minha carreira, traduzir Os Melhores Sketches dos Monty Python para teatro. Disse-lhe algumas vezes que ele era o mais próximo do Clark Kent e do Super-Homem que conheci na vida real. Isto é muito triste. Um grande, grande abraço para a família", escreveu o humorista.

"Que choque! Paz à sua alma! Os meus sentimentos aos filhos, mulher, família e amigos. Até sempre, Pedro", escreveu o apresentador Daniel Oliveira.

"Tu eras o Amigo que me dava a mão. O que estava sempre lá", recorda a atriz Fernanda Serrano:

"Não sei o que dizer... não consigo acreditar. Tivemos juntos há pouco tempo", lamenta a apresentadora Fátima Lopes, que tinha entrevistado o ator recentemente:

"Era um amigo leal, um marido exemplar, um pai extremoso, um colega querido, era tudo de bom", lembra Felipa Garnel, ex-diretora de programação e conteúdos da TVI:

"Um tipo afável, sempre disponível, trabalhador", descreve o radialista Pedro Ribeiro:

"Difíceis as palavras para mais esta partida", considera a Academia Portuguesa de Cinema:

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