"Pesca Radical" é uma das séries mais populares do Discovery e regressa esta semana - em Portugal, a 16ª temporada da produção estreia na próxima sexta-feira, dia 5 de junho, às 21h00, no canal Discovery. Antes do arranque dos novos episódios, o SAPO Mag conversou com o capitão Josh Harris, um dos protagonistas da aventura.

A série documental revela os eventos a bordo de embarcações de pesca no Mar de Bering durante as temporadas de pesca de caranguejo real e caranguejo-das-neves do Alaska. "A pesca de caranguejo no Alaska é considerada o trabalho mais perigoso do mundo. Contudo é uma das pescas mais rentáveis pois recentemente a venda de um caranguejo-das-neves num leilão no município japonês de Tottori atingiu um peço record de 42.000 euros. O porto das Ilhas Aleutas de Dutch Harbor (localizado em Unalaska) é a base de operações para a frota de pesca", explica a produção.

Ao longo dos episódios, os espectadores vão poder acompanhar os cocapitães Josh Harris e Casey McManus, do Cornelia Marie, que descobrem que podem usar um novo sistema de localização de navios de longo alcance para encontrar grandes embarcações russas de caranguejo que estejam a pescar e usam essa informação para definir a localização dos seus vasos, de modo a apanhar caranguejos em migração nas águas profundas dos EUA.

Em entrevista ao SAPO Mag, o capitão Josh Harris começa por contar que a nova temporada vai contar com uma mulher: "É a primeira mulher a estar no [barco] Cornelia Marie".

"O maior desafio... foram tantos desafios. Tentar aprender a pescar, no geral, foi mesmo complicado", confessa, acrescentando que o tempo não ajudou. "Foi tudo ao contrário do que habitualmente faço. Estamos habituados ao frio, a grandes barcos, ao mar agitado... Agora, fomos em pequenos barcos, clima estranho, clima quente, pessoas que falam línguas diferentes e lá tudo é sobre honra e respeito", recorda.

"Quando estávamos a remodelar um barco, encontrámos alguns desenhos de mapas, uns 50 ou 60, de todo o mundo. E havia marcas no Havai. (...) Cinco dias depois, apanhámos um avião para o Havai e começamos a fazer isto. Como se tivéssemos uma ótima temporada de caranguejo real, tínhamos orçamento e compramos um barco que pensei que ia afundar quando o colocássemos na água.  E não tivemos lucro, mas aprendemos muito. Foi ótimo. E havia um lado muito emocional, porque queria saber o que aconteceu com o meu pai. Há muitas coisas sobre o meu pai que aprendi só depois de ele partir. Foi muito bom, mesmo", recorda.

"Foi muito emocionante. Têm mesmo de ver", sublinha Josh Harris.

Sobre as gravações no barco, o protagonista da série conta que a equipa de filmagem acompanha todo o processo. "Sempre que acordo e sempre que me deito, eles estão lá. São seis câmaras, dois produtores", recorda, contando que existe uma "barco de perseguição" para filmar tudo. "Eles filmam tudo porque se algo acontecer eles querem estar lá. É uma loucura. Trabalham no duro", frisa.

O capitão Josh Harris conta ainda que um membro da equipa de produção ficou doente, "mas nunca parou de filmar". "Tiro-lhes o meu chapéu, eles foram muito profissionais. São realmente bons", frisa, lembrando que trabalham 36 horas consecutivas com apenas quatro horas de pausa.

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