O presidente do Conselho de Administração da RTP disse hoje esperar que a suspensão da rádio e televisão da RTP na Guiné-Bissau "seja temporária" e lamentou a redução dos "graus de liberdade do povo" guineense com aquela decisão.

Em 30 de junho, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das emissões dos canais África da RTP e RDP e da agência Lusa a partir das 00:00 de 1 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado em 31 de outubro de 1997. Vítor Pereira, porém, acabaria por excluir a Lusa da suspensão das atividades.

"A RTP África é um grande canal, de grande diversidade", começou por dizer Gonçalo Reis, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

"Esperamos que [a suspensão] seja temporária (...) e lamentamos que tenham sido reduzidos os graus de liberdade do povo da Guiné", que é "quem está a perder nesta situação", salientou o presidente do Conselho de Administração do grupo de comunicação social público.

Em 1 de julho, o ministro guineense convocou uma nova conferência de imprensa onde justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país não eram "uma questão política, mas apenas técnica".

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

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