A 4 de dezembro do ano passado, parecia que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o canal ABC tinham tudo o que precisavam para conseguir estancar a razia de espectadores da cerimónia dos Óscares: era claro que vários sucessos de bilheteira seriam nomeados para Melhor Filme ("Black Panther", "Assim Nasce Uma Estrela") e anunciaram Kevin Hart como anfitrião, um comediante que também era uma popular estrela de cinema, com milhões de seguidores nas redes sociais.

A 24 de fevereiro, o panorama será muito diferente: a cerimónia não terá anfitrião pela primeira vez em 30 anos (e apenas a segunda nos seus 91 anos de existência).

Pior: apesar de escândalos recentes como o #OscarsSoWhite e o "Envelopegate" entre "La La Land" e Moonligh", esta tem sido uma temporada de prémios de tal forma desastrosa, com controvérsias sucessivas e má gestão de relações públicas, que deixaram sinais alarmantes de que reina o desnorte na Academia.

O que é intrigante é que este balanço da temporada se começou a desenhar no dia a seguir à última cerimónia dos Óscares, a da vitória de "A Forma da Água", quando a ABC ficou a saber que tinha sido a menos vista de sempre, com 26,5 milhões de espectadores nos EUA (uma tendência, deve salientar-se, que se generalizou em 2018 a este tipo de eventos). Ainda mais relevante: uma queda de 25% de audiência no importante público dos 18 aos 49 anos, o mais cobiçado pelos anunciantes.

Há vários anos que a ABC pedia à Academia para fazer mudanças na cerimónia, nomeadamente para encurtá-la e garantir que eram nomeados mais filmes populares, que os espectadores realmente tivessem visto. E quando informou a Academia que as baixas audiências podiam ter um impacto nas receitas de publicidade, a organização, que garante 80% das suas receitas anuais graças aos Óscares, tornou-se muito mais recetiva a novas ideias para manter a importância e a audiência do prémio mais famoso do cinema.

Kevin Hart, categorias empurradas para os intervalos, canções cortadas da cerimónia e outros episódios acabaram por se tornar os ingredientes de um "cocktail" explosivo para chegar a novos espectadores, uma revolução da Academia e da ABC ironicamente no ano em que a Netflix, uma plataforma de streaming, pode fazer história ao ganhar os principais Óscares com "Roma".

Kevin Hart consegue concretizar um sonho... que desaba em 48 horas

Após dois anos com Jimmy Kimmel, a Academia sinalizou, através do seu presidente John Bailey, que o próximo anfitrião da cerimónia não decia ser um comediante de "stand-up", deixando nas entrelinhas que queria manter a política fora dos Óscares.

O eleito acabou por ser, afinal, um comediante com talento para "stand-up", mas principalmente uma estrela de cinema: foi Kevin Hart que anunciou nas redes sociais aos seus milhões de seguidores a 4 de dezembro que estava a concretizar um dos sonhos da sua vida.

Mas a reação foi rápida: mensagens nas redes sociais homofóbicas que publicou há alguns anos vieram à tona, provocando protestos. Em menos de 48 horas, Kevin Hart preferiu desistir a pedir desculpa, como lhe pediu a Academia para controlar os estragos.

Mas isso foi apenas o início de uma "telenovela" que durou semanas: segundo meios especializados como a Variety e o The Hollywood Reporter (THR), os produtores da cerimónia estavam com dificuldades para encontrar um substituto. Ninguém estava disposto a sujeitar-se ao escrutínio implacável das redes sociais após o que aconteceu a Kevin Hart e, antes dele, ao realizador James Gunn, despedido do terceiro "Guardiões da Galáxia" pela Disney por mensagens antigas de humor polémico.

A presença de um Kevin Hart mais conciliador e arrependido no programa de Ellen DeGeneres no início de janeiro parecia indicar que podia voltar atrás na decisão, o que vários analistas acreditam que já estava decidido nos bastidores. Só que o plano descarrilou quando se apresentou como a vítima de uma conspiração negativa "online", deitando mais achas para a fogueira das reações negativas nas redes sociais, mas agora também em artigos de opiniões em influentes meios de comunicação social.

Perante isto, Kevin Hart acabou por manter a decisão e a Academia terá ficado "furiosa" com Ellen DeGeneres, que sugeriu no programa que a organização queria o regresso a qualquer preço, ao mesmo tempo que a própria comunidade LGBT sentiu que a apresentadora se aproveitou do seu estatuto para desvalorizar a situação e as pessoas que criticaram os comentários homofóbicos.

Só a 5 de fevereiro, finalmente, surgiu a confirmação de um porta-voz da Academia: pela primeira vez em 30 anos, a cerimónia dos Óscares não teria um anfitrião.

Drama do anfitrião foi maior do que se pensava: Academia queria era Dwayne Johnson

Em fevereiro, ficou a saber-se que, afinal, os Óscares poderiam ter evitado todas as complicações com Kevin Hart se o seu amigo e colega Dwayne Johnson tivesse aceite o convite para ser anfitrião.

A Academia contactou-o em outubro, achando que era o homem certo para salvar a cerimónia da queda a pique nas audiências graças à combinação da popularidade gigantesca nas redes sociais, não ser politicamente controverso e, naturalmente, aquele apurado "faro" para o espectáculo que o tornou um dos mais bem pagos do mundo.

Problema: apesar do entusiasmo de Johnson, que revelou nas redes sociais estar cheio de ideias, chegou-se à conclusão que, entre as rodagens de "Hobbs and Shaw" e a sequela de "Jumanji", era impossível libertar espaço na agenda com poucos meses de antecedência para planear e ensaiar a cerimónia.

"A Academia e eu ficámos super chateados, mas talvez um dia...", escreveu. Talvez para o ano?

Quatro categorias empurradas para os intervalos, Hollywood revolta-se e tudo volta atrás... em cinco dias

Em agosto do ano passado, o Conselho de Governadores da Academia anunciou que os vencedores de algumas categorias seriam conhecidos durante os intervalos para a cerimónia não passar as três horas, mas essa decisão acabou por ser ofuscada por outra, que causou ondas de choque, a da criação de uma nova categoria dos Óscares para o "filme mais popular".

Há duas semanas, John Bailey, presidente da Academia, revelou aos membros que as sacrificadas eram Fotografia, Montagem, Caracterização e Melhor Curta-Metragem de Imagem Real.

Escolhidas após os comités executivos de seis dos 17 ramos da Academia se terem voluntariado para este sistema, essas categorias seriam entregues durante os intervalos, com transmissão em direto por streaming no site Oscar.com e nas redes sociais da Academia, e depois exibidas numa versão editada em diferido ainda durante a cerimónia.

Em mais uma crise de relações públicas, a Academia voltou por ser surpreendida pelo que aconteceu a seguir: foram quatro dias que sacudiram Hollywood de alto a baixo, numa intriga incendiária que envolveu centenas de atores, realizadores e outros profissionais em abaixo-assinados, sindicatos da indústria, comentadores e fãs.

Como recordou nas redes sociais (sempre elas) o realizador mexicano Guillermo del Toro, vencedor da última cerimónia com "A Forma da Água", "Fotografia e Montagem estão mesmo no coração do nosso ofício. Não são herdados de uma tradição teatral ou literária: eles são o próprio cinema".

No mesmo sentido foi o realizador de "Roma", Alfonso Cuarón, que também está nomeado na categoria de Melhor Fotografia, que escreveu: "Na história do CINEMA, têm existido obras-primas sem som, sem cor, sem uma história, sem atores e sem música. Nunca existiu um único filme sem fotografia e sem montagem".

Apesar das tentativas para defender e clarificar a decisão, essa semana terminou com mais um recuo: "A Academia ouviu as reação dos seus membros em relação à apresentação dos Óscares de quatro prémios [...]. Todos [...] serão apresentados sem cortes, no nosso formato tradicional. Estamos ansiosos pelos Óscares domingo, 24 de fevereiro".

À procura de novas audiências: o Óscar para o "Filme Mais Popular"

A desastrada gestão de sucessivas controvérsias e falhas de comunicação nesta temporada de prémios por parte da Academia, apanhada sistematicamente em contra-mão, acaba por ser desconcertante por causa da crise de 8 de agosto, quando anunciou, entre as mudanças mais radicais em 90 anos de Óscares, uma categoria destinada ao "filme mais popular".

Os critérios para a escolha dos nomeados nesta categoria, intitulada provisoriamente de "melhor reconhecimento de um filme popular", seriam revelados mais tarde.

Esta a resposta às críticas frequentes de elitismo pelos prémios distinguirem, principalmente este século, filmes de sucesso relativo nas salas, e claro, à preocupação com a crise de espectadores da última cerimónia.

Mal explicada, não tardaram as reações negativas da comunicação social, espectadores e personalidades dentro da própria indústria à ideia: de "decisão preguiçosa" às críticas pela criação de uma categoria de "gueto", como se os filmes populares não fossem suficiente bons para serem nomeados ou ganharem Óscares, ou considerar a categoria um pretexto para dar um prémio a "Black Panther", atores, jornalistas e fãs incendiaram as redes sociais.

Menos de um mês depois do anúncio, a Academia recuou, reconhendo a necessidade de mais discussão sobre o assunto e que “implementar qualquer novo prémio nove meses depois do começo do ano cria desafios para filmes que já foram lançados”, acrescentando que continua “ativamente empenhada em discussões” para examinar e procurar contributos adicionais em relação a esta categoria.

Lady Gaga bateu o pé à Academia para não cortar canções?

Outra crise, agora nos bastidores: para a cerimónia não passar as três horas, os produtores da cerimónia só queriam ter atuações ao vivo de duas canções nomeadas, cortando as outras três.

Sem surpresa, as eleitas eram as mais populares: "Shallow", de "Assim Nasce Uma Estrela", e "All the Stars", de "Black Panther". Que era o mesmo que dizer, Lady Gaga e Bradley Cooper por um lado, Kendrick Lamar e SZA por outro.

A Variety divulgou o plano, a "reacção negativa generalizada" e que os nomeados teriam conversado entre eles e concordaram que uma frente unidade de "coloquem-nas todas" ou "não coloquem nenhuma" podia funcionar como tática de pressão.

Alguns dias mais tarde, a reviravolta: as cinco canções estariam ao vivo, em versões de 90 segundos. E o que mudou para se encontrar tempo para todas? Segundo as fontes da imprensa especializada, foi a ameaça de Lady Gaga desistir.

A Academia anunciou mais tarde que Gillian Welch e David Rawlings interpretariam a canção de "A Balada de Buster Scruggs", Jennifer Hudson a do documentário "RBG", enquanto "The Place Where Lost Things Go" de "O Regresso de Mary Poppins", que no filme é interpretada por Emily Blunt, ficaria a cargo de um "convidado especial surpresa", que se conheceu há uma semana: Bette Midler.

O último contratempo foi conhecido esta quinta-feira: por falta de disponibilidade de Kendrick Lamar, a trabalhar fora dos EUA, não vai haver atuação ao vivo da canção de "Black Panther". O plano atual será ter a versão gravada com uma montagem vídeo.

Sindicato dos Atores acusa Óscares de pressionar estrelas para recusarem outras cerimónias

Nos bastidores, a equipa dos Óscares manobrou para impedir que as estrelas fossem apresentadores noutras cerimónias, "pedindo-lhes" para se guardarem em exclusivo para a mais importante, a 24 de fevereiro.

O "tiro saiu pela culatra" no caso dos SAG Awards e resultou numa guerra às claras nunca vista: em comunicado a 15 de janeiro, o sindicato dos atores arrasou "as táticas deselegantes da Academia e tentativas para controlar os talentos disponíveis para as cerimónias de prémios".

A imprensa especializada notou que estas "manobras de concorrência" existem todos os anos, mas pioraram porque os Óscares ficaram sem anfitrião. Terá sido montada uma estratégia alternativa que passa por ter estrelas importantes a apresentar segmentos especiais, o que levou os produtores dos Óscares a pedir a vários atores dos filmes da Marvel para não aparecerem nos Globos de Ouro.

Vários representantes das estrelas informaram a organização desses prémios que a Academia os tinha avisado que os seus clientes não seriam convidados para aparecer nos Óscares se fossem apresentadores. A atriz Margot Robbie terá sido uma das estrelas que ficou com o dilema e claro que optou pela maior noite do mundo do cinema.

"Green Book" atacado após tornar-se favorito aos Óscares

Um comentário antigo sobre muçulmanos, um realizador a pedir desculpa por partidas antigas...

As campanhas pela negativa para os Óscares não são nada de novo, mas ganharam sofisticação com o produtor agora caído em desgraça Harvey Weinstein (por exemplo, na disputa aos Óscares entre "A Paixão de Shakespeare" e "O Resgate do Soldado Ryan") e intensificaram-se com as redes sociais.

Os sinais são evidentes e não escapam aos estudiosos da temporada de prémios: sempre que um filme começa a ganhar tração como favorito começam a surgir histórias controversas à sua volta na comunicação social, muitas vezes "sugeridas" pelas equipas de marketing dos rivais.

Este ano, a "fava" saiu a "Green Book: Um Guia Para a Vida", sobre a história verídica da amizade que nasceu quando o famoso pianista negro Don Shirley (Mahershala Ali) contratou um segurança italo-americano como motorista (Viggo Mortensen) para o acompanhar uma digressão pelo Sul racista dos EUA nos anos 1960.

As primeiros histórias de má publicidade foram as acusações de alegadas liberdades com a história, incluindo feitas por familiares de Don Shirley, críticas por ser um filme sobre "um branco que salva um negro" e Viggo Mortensen ter usado a palavra "nigger" quando quis demonstrar que o termo racista já não era usado atualmente pelas pessoas.

As polémicas intensificaram-se após conquistar três prémios nos Globos de Ouro. Uma revista publicou excertos de um artigo da "Newsweek" de 1998 sobre as partidas que Peter Farrelly e o seu irmão Bobby gostavam de pregar quando faziam comédias de humor desbragado como "Doidos à Solta" e "Doidos Por Mary": apanhar as pessoas desprevenidas exibindo os genitais.

As "vítimas" foram Tom Rothman, então presidente da produção no estúdio Fox, e Cameron Diaz, que encararam tudo como uma partida, mas consciente de que as revelações eram explosivas numa Hollywood varrida por assédios sexuais, o realizador de "Green Book" desfez-se em pedidos de desculpa.

Praticamente ao mesmo tempo, Nick Vallelonga, argumentista e filho da personagem interpretada por Viggo Mortensen, apagou o seu Twitter e apresentou desculpas após ser revelada uma mensagem antiga em que respondia a Donald Trump, corroborando a afirmação de que tinha visto milhares de pessoas a festejar em Nova Jérsia quando caíram da Torres Gémeas, que viria a ser contestada e desmentida.

Últimos atores premiados vão anunciar os vencedores deste ano, mas com um "twist"

Allison Janney foi a "culpada": revelou nas redes sociais que estava "destroçada" porque não seriam convidados os atores que ganharam os Óscares no ano passado para apresentar as categorias de interpretação na próxima cerimónia.

O presidente da Academia não o desmentiu durante o almoço que juntou os nomeados, limitando-se a dizer que nada estava decidido, mas alguns dias tarde, a organização acabou por confirmar oficialmente que, afinal, a vencedora do Óscar de Melhor Atriz Secundária por "Eu, Tonya" ia ser apresentadora, bem como Gary Oldman (Melhor Ator por "A Hora Mais Negra"), Frances McDormand e Sam Rockwell (Melhor Atriz e Ator Secundário por "Três Cartazes à Beira da Estrada").

Os planos iniciais nunca foram confirmados ou desmentidos, mas parece que Allison Janney tinha alguma razão. Mantendo como objetivo juntar o maior número possível de grandes estrelas para compensar a ausência de anfitrião pela primeira vez em 30 anos, Gary Oldman e Allison Janney vão juntar-se para apresentar a categoria de Melhor Ator, enquanto Frances McDormand e Sam Rockwell ficam com a de Melhor Atriz.

Para os atores secundários ficará reservado outro "star power".

Hollywood com ciúmes: Netflix gasta milhões para "Roma" ganhar os Óscares

A Netflix está a fazer tudo para garantir que "Roma" se sai muito bem nos Óscares. Que é o mesmo que dizer: está a gastar milhões de dólares na campanha... e mais do que o que a concorrência.

Sabe-se que a plataforma de streaming e o seu presidente Ted Sarandos querem o reconhecimento artístico associado aos prémios e principalmente o maior deles todos. Se o conseguirem, será mais fácil convencer outros talentos para os seus projetos.

Apesar de ser já o mais premiado da temporada, existem vários obstáculos no caminho para a máxima consagração das estatuetas douradas: além de ser da Netflix e contrariar o modelo tradicional de exclusividade das salas de cinema (teve um lançamento limitado, boicotado aliás por muitos exibidores, antes de ficar disponível online), é a preto e branco, sem atores conhecidos e em língua estrangeira.

Para os ultrapassar, bem como a concorrência de "Assim Nasce Uma Estrela", "Black Panther" ou "Green Book", assistiu-se ao que os entendidos de Hollywood consideram ser a campanha mais cara desde "A Rede Social" na temporada de 2010-11 (o vencedor acabou por ser "O Discurso do Rei", gerido pelo estúdio de Harvey Weinstein).

Os artigos nos últimos dias da imprensa especializada falam precisamente no mesmo valor: 25 milhões de dólares, para iniciativas que passaram desde enviar caixas de chocolates com uma mensagem assinada por Yalitza Aparicio, protagonista do filme, aos votantes dos Globos de Ouro, às festas de homenagem com estrelas famosas como anfitriãs (entre elas Angelina Jolie), "outdoors" por todo o lado em Los Angeles e anúncios prolongados na televisão.

Um relações públicas de um estúdio rival comparou a Netflix a uma organização tão poderosa que pode cilimbrar tudo à volta: "Parece que têm fundos ilimitados".

E, claro, os bolsos sem fundo estão a despertar ressentimentos nos estúdios rivais: "A Netflix está a ficar mal vista porque algumas pessoas estão com ciúmes. Os estúdios não têm tanto dinheiro como antes. Se tivesse o dinheiro para gastar, iriam gastá-lo. A Netflix tem o dinheiro".

Pais pediram retirada de filme sobre criança assassinada

Uma controvérsia mais discreta, essencialmente na Grã-Bretanha, onde o caso ainda provoca muita emoção: os pais de James Bulger, assassinado quando tinha dois anos, pediram a retirada da curta-metragem "Detainment" [Detenção] das nomeações para as estatuetas douradas.

Em 1993, Jon Venables e Robert Thompson, que tinham 10 anos na época, sequestraram, torturaram e mataram a criança em Liverpool, cujo corpo foi encontrado dois dias.

A curta-metragem de 30 minutos do realizador irlandês Vincent Lambe apresenta como uma "história real baseada nas transcrições dos interrogatórios [com a polícia] e das gravações" que usa atores para representar os menores e adultos envolvidos.

"Uma coisa é fazer um filme sem contactar ou pedir a autorização da família de James e outra é fazer um miúdo interpretar as últimas horas da vida de James antes de ele ser brutalmente assassinado e fazer reviver tudo isso de novo em mim e na minha família", escreveu a mãe nas redes sociais logo no dia a seguir às nomeações.

A curta mantém-se na corrida, mas não é favorita.

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