O Fantasporto desmente que o edição deste ano do festival de cinema fantástico tenha sido cancelada.

A 10 de janeiro, a organização tinha anunciado o regresso ao teatro municipal Rivoli entre 23 de fevereiro e 7 de março, para uma 41.ª edição em modo presencial, seguindo as regras impostas pelas autoridades de saúde.

"No site do Rivoli surge a indicação de que o Fantasporto está cancelado, quando ninguém nos deu essa informação previamente. Para garantir a realização do festival foi inclusivamente criada uma programação alternativa, de 1 a 7 de Março, altura em que se prevê o levantamento do confinamento atual, admitindo-se a permissão para que os teatros e cinemas possam reabrir", partilhou nas redes sociais a organização do festival ao início da madrugada desta quinta-feira (28).

"O FESTIVAL NÃO FOI CANCELADO. Tal decisão cabe só e exclusivamente aos seus organizadores. Não se podendo vir a realizar no Rivoli será adiado. Daremos notícias em breve", termina a publicação.

A 10 de janeiro, o Fantasporto tinha avançado em comunicado que "decidiu manter o evento presencial, honrando a sua tradição de exibir os seus filmes dentro de um teatro e num écran dos melhores filmes feitos em 2020, bem como convidados naquele que será o primeiro grande evento cultural do ano, essencial no calendário cultural nacional e internacional".

A abertura oficial seria um clássico, “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, a propósito dos 50 anos da sua produção, enquanto o encerramento iria estar a cargo de “No Man’s Land”, de Conor Allyn.

A secção oficial de cinema fantástico incluia filmes como “O Derradeiro Julgamento”, de Neil Marshall, “Tem Minutes to Midnight”, de Erik Bloomquist, e “O Cemitério das Almas Perdidas”, do brasileiro Rodrigo Aragão, entre outros.

Para além de uma secção competitiva de curtas-metragens, o Fantasporto também anunciava a realização das habituais Semana dos Realizadores e Orient Express, esta última com três filmes: “Get The Hell Out”, de I-Fan Wang, “Suicide Forest Village”, de Takashi Shimizu, e “Awauta”, de Mile Nagaoka.

Na competição pela melhor longa-metragem portuguesa estavam anunciados “Toponímia - As Memórias do Porto”, de António Pinto, “Um Quadro do Pollock com Sangue”, de Rui António, “A Mulher Sem Corpo”, de António Borges Correia, e “40 Anos de Fantasporto”, de Isabel Pina.

Para além de “Morte em Veneza”, os “Fantas Classics” iria também incluir outra obra de Visconti: “O Leopardo”.

Adicionalmente, seriam ainda exibidos os clássicos “Clube de Combate”, de David Fincher, e “Dr. Estranhoamor”, de Stanley Kubrick.

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