Três anos após anunciar a sua reforma, Hayao Miyazaki vai regressar à realização de longas-metragens de animação.

Os planos foram anunciados no domingo à noite durante um programa especial na televisão pública japonesa.

Note-se que o lendário cineasta está a abandonar a reforma desde os anos 90.

O último anúncio de retirada foi após a estreia de "As Asas do Vento" em setembro de 2013, virando as atenções para a realização de curtas-metragens para o Museu Ghibli, o nome do estúdio que cofundou, o desenvolvimento de um anime e a construção de um parque natural infantil.

Foi ao trabalhar na curta "Boro the Caterpillar" [Boro, a Lagarta] e não ficar satisfeito com os resultados que decidiu avançar com um novo filme.

Será também a sua estreia na animação digital, cujas técnicas que estava a tentar dominar após passar uma vida inteira a desenhar à mão.

Com 75 anos, Miyazaki declarou ainda que 'está preparado para morrer' enquanto está a trabalhar no projeto. Normalmente, os seus filmes demoram cinco anos a fazer, embora se credite que o recurso aos computadores possa apressar o processo.

Na sua longa carreira destacam-se por exemplo a série "Conan, o Rapaz do Futuro" (1978) e os filmes "Nausicaä do Vale do Vento" (1984), "O Castelo no Céu" (1986), "O Meu Vizinho Totoro" (1988), "A Princesa Mononoke" (1997) e "O Castelo Andante".

Com "A Viagem de Chihiro" (2001) ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação. Em 2015, recebeu ainda um prémio da Academia por toda a carreira.