Foi um projeto mantido em segredo durante meses, o que não é fácil em Hollywood.

O site de comédia Funny or Die lançou esta terça-feira de surpresa um "telefilme" de 50 minutos sobre Donald Trump, o controverso homem de negócios que quer ser o próximo presidente dos EUA.

A interpretá-lo está Johnny Deep, numa imagem que tão cedo não se vai esquecer e certamente se vai tornar viral, com as participações especiais de  Ron Howard, Alfred Molina, Christopher Lloyd, Patton Oswalt e outros atores.

"The Art of the Deal: The Movie" recupera o título de um best-seller publicado por Trump em 1987 e o lançamento coincidiu com a sua vitória nas primárias de New Hampshire.

A sátira é apresentada como um telefilme de 1988 produzido, realizado, escrito, montado e, como não podia deixar de ser, interpretado pelo candidato à nomeação do Partido Republicano para as eleições presidenciais, além de outras funções técnicas. O espírito "vintage" da década chega ao ponto de incluir uma canção-tema da autoria de Kenny Loggins (e letra de Donald Trump).

O objetivo era mostrar na primeira pessoa como foi a sua luta para atingir o sucesso, ao mesmo tempo que dava conselhos para as pessoas puderem seguir, mas um furioso Trump ordenou que o programa especial fosse retirado e trancado num cofre depois de um jogo de futebol americano ultrapassar a duração prevista.

A cassete VHS foi "descoberta" muitos anos mais tarde por Ron Howard e divulgada por ser "um importante documento histórico".

Johnny Depp passou quatro dias no início de dezembro a fazer o telefilme falso depois de ser contactado pelo realizador Adam McKay, que está nomeado para o Óscar de Melhor Realização pela comédia negra "A Queda de Wall Street".

"Foi uma ideia completamente maluca que, de alguma forma, conseguimos concretizar", explicou ao New York Times aquele que é um dos fundadores do Funny or Die com Will Ferrell e Judd Apatow.

Escrito por Joe Randazzo, que trabalha na série “@midnight.” da Comedy Central, a ideia original para "The Art of the Deal: The Movie" partiu de Owen Burke, editor-chefe do Funny or Die.

"O plano era andar mesmo depressa porque pensámos que Trump iria desaparecer, pelo menos enquanto candidato presidencial. Quando de forma bizarra isso não aconteceu, tivemos um pouco mais de tempo. Mas isso significou manter o segredo mais tempo.", explicou.

Uma loucura é como Burke descreve a interpretação de Depp.

"Como temos a tendência de andar tão depressa, normalmente limitamo-nos a colocar perucas nas pessoas. Mas Johnny trouxe tipo uma equipa inteira de profissionais para o ajudar a entrar na personagem. Ou pelo menos tratar do seu cabelo."

Veja o telefilme no site do Funny or Die.

Newsletter

Fique a par de todas as novidades do SAPO Mag. Semanalmente. No seu email.

Notificações

Os temas quentes do cinema, da TV e da música estão nas notificações do SAPO Mag.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.