Convidado a falar por videoconferência aos estudantes da prestigiada Universidade de Oxford a partir da Embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado, Julian Assange revelou que obteve uma cópia do argumento do filme, intitulado
«The Fifth Estate», cuja estreia está prevista para novembro.

«Mentira sobre mentira. O filme é um ataque de propaganda massiva contra o WikiLeaks e os membros de minha equipa», declarou o militante australiano durante sua apresentação aos estudantes de Oxford. Julian Assange, de 41 anos, também acusou o filme de «atirar lenha para a fogueira» no conflito com o Irão, ao dar a entender que a República Islâmica está a fabricar uma bomba nuclear.

Segundo Assange, no argumento que teve em mãos, a primeira cena situa-se no interior de um complexo militar iraniano onde os documentos têm símbolos nucleares. «O que é que isso tem a ver connosco?», perguntou o fundador da WikiLeaks, que vive refugiado desde junho passado na Embaixada equatoriana para evitar sua extradição para a Suécia por um suposto caso de violação e agressão sexual, acusações das quais afirma estar inocente.

Os estúdios DreamWorks de Hollywood anunciaram na terça-feira o início da rodagem da obra sobre o WikiLeaks, com o ator
Benedict Cumberbatch como Julian Assange e o hispânico-alemão
Daniel Brühl no papel de seu ex-porta-voz, Daniel Domscheit-Berg.

O realizador de «The Fifth Estate» é
Bill Condon, que realizou os dois últimos filmes da saga de vampiros
«Twilight» e, anos antes,
«Deuses e Monstros» (1998).

O Equador concedeu asilo político a Julian Assange, mas Londres quer aplicar a ordem de prisão sueca. O WikiLeaks provocou a ira dos Estados Unidos com a publicação, em 2010, de milhares de documentos secretos sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, e mensagens diplomáticas confidenciais que provocaram uma situação constrangedora a governos de todo o mundo.

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