Ao contrário do que sucede na maioria das categorias, o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (mais correctamente de Melhor Filme de Língua Não Inglesa, por ser condição de elegibilidade não ser falado em inglês) integra-se num regime de votação especial: em vez do vencedor ser votado por todos os membros da Academia, é votado apenas por aqueles membros que assistiram às projecções especiais de todos os filmes nomeados, característica que partilha com os galardões referentes às curtas-metragens e aos documentários.

O que quer dizer que os votantes viram efectivamente todos os filmes nomeados e que poderão não ser especialmente influenciados pela embalagem de vitória que cada filme tem atrás de si. O que também explica o facto de haver geralmente muitas surpresas na atribuição deste galardão, que incluem as derrotas de filmes dados como vitoriosos à partida, como
«O Labirinto do Fauno» ou
«O Fabuloso Destino de Amélie».

«O Laço Branco» venceu já a Palma de Ouro em Cannes e o prémio de Melhor Filme Estrangeiro em várias cerimónias de entrega de prémios norte-americanas, por isso parece ser o que tem mais hipótese de vencer, mas tudo pode acontecer. Em termos de galardões, também surgem com pedigree o francês
«Um Profeta», que ganhou o Grande Prémio do Júri em Cannes, e o peruano
«The Milk of Sorrow», que conquistou o Urso de Ouro do Festival de Berlim.

E a presença na competição de um filme israelita,
«Ajami», poderá ver aumentada a sua possibilidade de vitória pelo facto do prémio ser votado por uma comunidade profissional com larga percentagem de judeus.

Nomeados Melhor Filme de Língua Estrangeira

«O Laço Branco», Alemanha

«Um Profeta», França

«The Milk of Sorrow», Peru

«Ajami», Israel

«El Secreto de Sus Ojos», Argentina

E o vencedor é

«El Secreto de Sus Ojos», Argentina

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