O festival, aberto com o filme “O que Arde”, do realizador galego Oliver Laxe, conta com uma programação de cerca de 20 películas, que serão apresentadas numa dezena de locais nas localidades portuguesas de Marvão, Santo António das Areias, Beirã, Ammaia, Olhos de Água e Fronteira de Galegos e nas espanholas de Carbajo, Zarza La Mayor, Cedillo e Malpartida de Cáceres.

De acordo com uma nota dos promotores enviada à agência Lusa, o evento mantém a aposta na “divulgação do cinema de autor” junto das populações da região em “sessões noturnas, maioritariamente realizadas ao ar livre, continuando a promover temas relacionados com o ambiente, direitos humanos, arte e cultura”.

O festival vai decorrer numa “versão mais condensada”, em resultado das “exigências colocadas pela atual situação de saúde pública” e contará com uma sessão em drive-in, no dia 7 de agosto, em Carbajo (Espanha), e algumas propostas de cinema online.

No comunicado, a diretora do festival, Paula Duque Giraldo, explicou que o formato foi pensado como “alternativa à habitual programação de filmes e debates em sala, de forma a assegurar uma promoção rica e diversificada, dando continuidade a parecerias com outros festivais e agentes culturais”.

“O festival mantém-se fiel à sua matriz de programação, continuando a promover uma reflexão sobre temas atuais como o racismo, as questões da sexualidade e género ou as ameaças ambientais que pendem sobre a vida do planeta”, acrescentou.

De acordo com a organização, está também a ser desenhado um plano de contingência “com vista a assegurar o cumprimento de todas as normas necessárias para este período” de pandemia de COVID-19.

Além do filme de abertura, estarão em destaque outras obras de realizadores ibéricos como “Vitalina Varela”, do português Pedro Costa, “Barzakh”, de Alejandro Salgado, “Ari Malikian, una vida entre las cuerdas”, de Nata Moreno, os documentários “Santuário”, de Álvaro Longoria, e “El Cuadro”, de Andrés Sanz, além de três curtas-metragens das jovens cineastas portuguesas Leonor Teles, Mariana Gaivão e Sofia Bost.

Entre as propostas internacionais, estarão o filme “O Paraíso, Provavelmente”, do palestiniano Élia Suleiman, e “Rafiki”, da queniana Wanrui Kahiu.

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