Escreveu o argumento de mais de uma centena de filmes, incluindo de alguns dos maiores clássicos do cinema italiano. Trabalhou com regularidade com
Luchino Visconti,
Mario Monicelli e
Luigi Comencini, embora também tenha assinado trabalhos para autores como
Michelangelo Antonioni,
Francesco Rosi,
Vittorio De Sica e até o norte-americano
William Wyler, com quem colaborou em
«Férias em Roma».
«Ladrões de Bicicleta»,
«O Leopardo» e
«Gangsters Falhados» são alguns dos seus filmes imortais.

Suso Cecchi d'Amico nasceu em Roma em 1914, filha de Emilio Cecchi, uma figura de enorme peso nas letras da época. Estudou no estrangeiro, na Suíça e na Inglaterra, participou em movimentos anti-fascistas durante a Segunda Guerra Mundial e escreveu o primeiro argumento em 1946, em parceria com cinco outros escribas, para o produtor Carlo Ponti:
«Mio Figlio Professore», dirigido por
Renato Castellani.

No ano seguinte escreveu filmes para Luigi Zampa e
Alberto Lattuada, partilhando na fita deste último, «
Il Delitto di Giovanni Episcopo», crédito com o então estreante
Federico Fellini.

Em 1948, é uma das argumentistas de um dos mais importantes filmes da história do cinema transalpino:
«Ladrões de Bicicletas», de
Vittorio De Sica, o mais emblemático exemplo do movimento neo-realista italiano, cujo final foi de sua responsabilidade. Voltaria a trabalhar com o cineasta logo a seguir, em
«Milagre de Milão» (1951).

Mas o autor para quem mais escreveu foi
Luchino Visconti, assinando os argumentos de fitas tão incontornáveis como
«Belíssima» (1951),
«Sentimento» (1954),
«Rocco e o seus Irmãos» (1960),
«O Leopardo» (1963), «O Estrangeiro» (1967) e
«Luís da Baviera» (1972).

Também trabalhou bastante com
Mario Monicelli, incluindo nas notáveis comédias
«Gangsters Falhados» (1958) e «Casanova 70» (1970), tendo ainda, na sua vasta filmografia, assinado fitas para autores como
Michelangelo Antonioni (
«As Amigas», de 1955),
Francesco Rosi (
«Salvatore Giuliano», de 1962) e
Franco Zeffirelli (
«Jesus de Nazaré», de 1977).

Apelidada por muitos de «rainha de Cinecittà»,
Suso Cecchi d'Amico recebeu em 1994 um Leão de Ouro de homanagem à sua carreira no Festival de Veneza. O seu último filme foi «Le Rose del Deserto», de 2006, uma vez mais com
Mario Monicelli.

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